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segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Rui Patrício

Sempre fui avesso a crucificações e a julgamentos surreais seguidos de fuzilamentos sumários e, como tal, o que hoje está a suceder com Rui Patrício é lamentável.

Rui Patrício, para quem não sabe, chegou a Alvalade com 11 anos, recrutado pelo Mestre Aurélio Pereira, e daqui a uma semana, fará 22 anos e estreou-se na equipa principal do Sporting, em 19 de Novembro de 2006, num desafio em que protagonizou uma excelente exibição e, inclusivamente, defendeu um penalty.

Ao longo sua ainda curta carreira, afirmou-se no Sporting, foi internacional de sub-18, de sub-19 e foi titular da selecção nacional no último Mundial de sub-20, tendo sido o melhor jogador da equipa das quinas nesta competição e o seu nome, depois das convocatórias para a selecção-A , é incontornável no futuro imediato do futebol português.

Hoje, com contrato até 2013, depois de vários jogos em que graças a exibições suas somámos importantes triunfos – (a memória de alguns é curta) - e com uma cláusula de rescisão de € 20.000.000,00, Rui Patrício, um jogador corajoso, leal, excelente profissional e excelente colega que, desde muito jovem, teve de assumir a defesa das redes do Mítico Sporting Clube de Portugal, atravessa dificuldades. Dificuldades essas que têm inúmeras causas, entre as quais aponto o facto de jogar num conjunto que está longe, muito longe, de poder ser qualificado como: Equipa.

As razões de não termos uma Equipa são várias e este artigo não visa escalpelizar essas razões que, noutros artigos publicados por redactores da Centúria Leonina, têm vindo a ser indicadas.

Com efeito, hoje queria que nos centrássemos na defesa do Rui Patrício e, por consequência, na defesa do Sporting.

Queria que, com exigência, com honestidade intelectual, com elevado sentido de responsabilidade, todos tentassem perceber como deve ser jogar na baliza do Sporting com todos os problemas que existem, problemas esses que existem desde a base da pirâmide até ao topo. Queria que tentassem visualizar a defesa do último reduto quando à vossa frente, às vezes aqui, outras vezes ali, se claudica, se falha, se teme, se hesita... quando não há cultura, quando não há filosofia, quando não há uma dinâmica de vitória, quando não há espírito vencedor, quando não há organização, quando não há liderança em campo e fora dele, quando, enfim, não há Sporting! Como é que se pode ser Guarda-Redes do Sporting se não há Sporting em campo, ou se há, de vez em quando, uma "sombra", um "resquício" de Sporting?

Neste momento, e face ao que se está a passar, é preciso proteger o atleta, nem que para isso, ele tenha de ir para o banco durante este período negro. Haja visão para aferir e salvaguardar o valor deste jogador.

Bem sei que o Futebol é pródigo na formação de autodidactas que, por observação, por intuição, por crença, avaliam tudo e todos. Em todas as bancadas do Mundo, mas principalmente nas nossas, é frequente “queimar-se” o que é nosso. Isto é, aquilo que muito bom adepto critica nas estruturas do Clube – (que não sabemos preservar os nossos e que tratamos mal os da “casa”) – acaba por fazer, ao vivo e a cores, em pleno Estádio de Alvalade.

Foram várias as vezes a que assisti a indecorosos assobios àquele 7, de seu nome Luís Figo, porque fintava e caía no chão... e se pedia a entrada de... Capucho... foram também, muitas as vezes que assisti a insultos ao último grande 8 que tivemos, Pedro Barbosa, porque insista, porque persistia... depois, o mesmo sucedeu com Quaresma e Nani... – (creio que muitos desses que assobiavam estes jogadores que perdiam “a bola” numa finta, num drible, ainda não perceberam que a própria equipa estava preparada para tal, pois existem jogadores que, pela posição em que jogam, pelas qualidades que têm, são os que, em prol do colectivo, têm de romper, têm de rasgar, têm de arriscar, têm de imprimir velocidade, têm de mudar a história e o ritmo do jogo, têm de se atrever... sendo certo que é possível, para desespero dos adeptos mais ansiosos e inseguros, que ocorra uma “perda de bola”... ). Houve também outros episódios com jogadores de valor...

Porventura, quando o Rui Patricio, um dia estiver noutro clube, talvez aí, alguns percebam a qualidade que ele tem.

Citando Aurélio Pereira: “O importante não é ver aquilo que toda a gente vê, importante é ver aquilo que ainda poucos vêem ou o que ninguém consegue ver.”

E esta regra, aplica-se aos jogadores quando são jovens, mas aplica-se também, em grande medida, a muitas outras realidades.

Alma

Como todos, sonhei um Sporting maior. Como muitos, sonhei um Sporting ecléctico e competitivo. Como alguns (não tão poucos), achei que era possível construir um Sporting sério mas competitivo. Estamos a falhar.

1. O REGRESSO. O regresso de Bettencourt de terras de Vera Cruz estará agendado para hoje ou amanhã. Mais do que confirmar que o bronzeado está “porreiro”, estimo encontrar um Presidente focado no que o disse mover durante a candidatura: construir, com profissionalismo, um Sporting vencedor. Ausentando-se nos momentos difíceis é capaz de ser complicado. Mantendo-se em permanência calado é difícil. Sem coerência de actuação é impossível. São já uns meses de equívocos em que – creio – nem o próprio conseguirá dizer que esteve bem.

2. O ASSEIO. Com um título maldoso e/ou provocatório, O Jogo noticia que que Vieira se encontrará na Tribuna. Cita-o referindo que "a palavra é sagrada, a palavra é um contrato...uma SMS pode não ter valor jurídico mas é um compromisso a não desfazer.". Pior do que ver o meu Presidente deixar-se ofender por quem não tem por que dar lições é intuir-se que haverá fundo de verdade para um facto lamentável: andamos a tratar bem demais (leia-se, prometer bilhetes a lampiões e dificultar a compra a leões) quem não o merece. Ver aqui.

3. O EXEMPLO. Como muitos, indignei-me com o que fizeram com Sá Pinto após um momento de exaltação em clima de injustiça (e aqui reporto-me unicamente à situação com Artur Jorge, não com Liedson). Em função do que agora se lê sobre Queirós, basta um pedido de desculpas? Ver aqui.

4. UM BOM GUARDA-REDES. Rui Patrício é um bom guarda-redes que tem tido noites infelizes. Só o treinador tem condições para aferir se – atentas as características da sua personalidade – o protege mais jogando ou retirando de jogo mas, por certo, todos concordaremos que se uma vaia a um “frango” é normal, uma assobiadela durante o aquecimento é contraproducente. Ou não?

5. VERDADE OU CONSEQUÊNCIA? Os maus momentos de forma pagam-se caro. Os maus momentos da equipa pagam-se em regime de solidariedade. Em momento algum um mau momento de forma e de equipa se paga com ajustes de contas via media. Será para diluir o problema essencial do Sporting? É que é muito pouco solidário um tipo "tirar bilhete" (por hipótese, para a solarenga América do Sul) quando a sua equipa atravessa um momento complicado em baixa de forma e isso, parece-me, não terá sido Djaló a fazer. Ver aqui.

6. AUTOFAGIA. Desde João Rocha que, salvo momentos fugazes, o Sporting não se tem sabido governar por. Falta de qualidade das políticas, falta de solidariedade das equipas directivas e, sobretudo, falta de desígnio de quem dirige. Atingimos agora um novo patamar: falta de bom senso de quem propõe (de fora), devidamente acompanhado de uma ausência de “espírito de corpo” que – fora das fileiras da Centúria Leonina – temos registado em quem diz preparar um novo Futuro. Assim é evidentemente impossível pensar o Sporting.

7. FUTURO. O Futuro pode começar hoje. Sem bom senso pode, também, terminar hoje. Confio que somos capazes de construir pontes para, a prazo, o Sporting encontrar em todas (mesmo todas) as suas facções um desígnio comum. Vencer.

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

De rastos...

Um Clube de rastos. Uma equipa miserável. Gente perdida, a todos os níveis.

Depois de saber que não devo assistir ao jogo da Taça da Liga no meu Lugar de Leão, que irá estar cercado e infestado de lampiões (lugar esse, recorde-se, pago à cabeça por 20 anos por uma mísera quantia de alguns milhares de euros), deixo-me convencer a ir ao estádio na companhia dos meus amigos Centuriões, mesmo que para tal tenha de comprar bilhete para outro sector.

Assim, vou comprar 9 bilhetes para todo o grupo. Chego à bilheteira e o que descubro? Que o Sporting só vende 2 bilhetes de cada vez aos Sportinguistas.

O meu Clube cede 12% do estádio à lampionagem, mas não deixa que 9 Sportinguistas indefectíveis assistam ao jogo juntos. O dinheiro da vermelhagem deve ser melhor que o nosso.

Neste quadro miserável a que o meu Clube chegou, aquilo que aconteceu a seguir pareceu-me tão natural como o sol levantar-se amanhã. Uma equipa do fundo da tabela, que nunca ganhou fora da sua casa neste campeonato e já não vencia há 9 jornadas, vem a Alvalade humilhar-nos e impor-nos a terceira derrota consecutiva. Bem, para falar com rigor, eles não humilharam nada. Fomos nós que nos humilhamos a nós próprios.

Posto isto, desejo que o Presidente volte depressa das suas férias. Para ver se ainda há alguma coisa para salvar quando ele regressar. Ou talvez ele tenha ido, precisamente porque sabe que já não há nada para salvar. Nem a nossa dignidade.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Só [que não de António Nobre...]

É obvio que as funções de Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal são desgastantes, absorventes e nem sempre (ie, nas fases de insucesso desportivo) suficientemente compensadoras para o que exigem de cada um.

É manifesto que o actual Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal tem evidenciado algum cansaço ou que, pelo menos, tem permitido que o dito cansaço seja publicamente aventado, assim atenuando os rigores das críticas (justas) que algumas medidas por si (amiúde intempestivamente) tomadas lhe valeram.

É, finalmente, notório que nesta altura do ano o tempo no Brasil é particularmente "simpático", tudo sem que a opção de férias ou respectivo critério possam deixar de ser tidos como assuntos do foro estritamente pessoal do actual Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal.

Contudo, sucede que este Conselho Directivo não tem (pelo menos agora) um "número dois". E se o tem a título formal, nunca tal foi assumido publicamente, nunca qualquer outro dirigente assumiu publicamente um papel preponderante na gestão desportiva do Clube. Ora, neste contexto (e neste contexto apenas) não será um pouco temerário deixar só uma equipa que de tanta instabilidade tem padecido?

Que alguma coisa de útil decorra deste lamentável episódio (mais um): se ainda se acham em condições de começar a gerir o Sporting, que não o façam como um exercício solitário, para mais numa torre de marfim onde a(s) verdade(s) não chega(m). Porque o Sporting não pode viver decapitado.

Pelo meio, e depois da reacção que não vimos às palavras de Pinto da Costa, estamos todos de olhos postos no Brasil a aguardar a reacção às palavras de Luís Filipe Vieira...

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Cansaço

Meus caros

Sucessões diárias (que perduram há anos) de desalentos, desgraças, mesquinharias, pequenas vilanias e guerrilhas de bastidores, incompetência quase generalizada, desgaste e esvaziamento da tão diáfana mística (que despedimos com Damas, ignorámos com Manuel Fernandes, destratámos com Iordanov, esquecemos com Artur Agostinho...), o desbaratamento da ética Sportinguista (lutadora e eclética) trocada pela estética possidónia e pequeno-burguesa da “diferença” politicamente correcta para consumo de pseudo-betinhos” de “Barbour” da “Zara” e sapatos de vela “Rockport” (recomendo a leitura da crónica de Miguel Esteves Cardos “Fidalgos, Queques e Betinhos”, creio que, in “Os Meus Problemas”), o tachismo nepotista, a auto-indulgência e auto-complacência remuneradas, a vitimização lamurienta e medricas, a total dependência e espartilhamento pelo financiamento de uma banca (que deve estar tão ou mais preocupada que nós, atentos os “fantásticos” rácios de solvibilidade que o Sporting deve apresentar), a pobreza (nalguns casos desavergonhada) de alguns jogadores de futebol que sucessivamente passam pelo nosso plantel, o treinador baratinho (para lutar pelo 2.º), a solução de contexto, a reacção à solução de contexto e a reacção a esta. Tudo isto está identificado.
Tudo isto levou a fartarmo-nos e a fartarmos de nos fartar. Alguns (como eu) levou a votarem em Bettencourt, no temor de um assalto populista, noutros a votar em quem se “chegou à frente”, outros a não votar, não ir, não renovar, não pagar e não ver.
Aqui chegados, leio-nos e releio-nos e escrevemos sucessivamente o mesmo, com maiores ou menores variações de conteúdo, estilo ou prioridades. Porém, o diagnóstico é semelhante, e por todos repetido. Também nós nos começamos a tornar nuns “envaginados” queixinhas.

Já estou farto de estar farto de estar farto. Não me apetece escrever mais do mesmo, nem me apetece diagnosticar e continuar a diagnosticar o mesmo.

Enganei-me. Mea culpa.

Não houve renovação nenhuma. Na realidade, não houve nada. O que está em causa NÃO É A PESSOA de Bettencourt. O que está em causa é o Sporting que herdou, no qual participou e que não consegue reformar. Bettencourt pode ser vítima da história e das estórias do Sporting, pode ser vítima de golpes palacianos e intrigas de bastidores. Pode ser vítima do que se queira. O Sporting, não quero que continue a ser vítima de mais nada. Por mim chega. Se Bettencourt quer ou precisa de ajuda, então que o diga. Se não quer, nem precisa, e é mesmo assim, então concordo: o Brasil é um destino (historicamente) apropriado. Se assim for, escrever não chega. É pouco.

A Doença Leonina

Convidado pelo João Pedro a escrever neste espaço, que como Sportinguista militante acompanhava, decidi aceitar. Tencionava iniciar a minha participação escrita neste espaço com uma apresentação, mas o momento não é para pompa. A família leonina está em choque (pelo menos os seus elementos que ainda sofrem pelo nosso Sporting) e parte dela genuinamente revoltada, grupo no qual me incluo. Avanço assim para o que interessa.

O João Pedro e eu tivemos, ao longo do tempo, pontos de vista divergentes sobre o futuro do clube, sobretudo no método a seguir rumo a um objectivo semelhante, e opiniões concordantes, na identificação de algo que penso hoje aproximar Sportinguistas que nos últimos anos pareceram mais distantes do que hoje certamente estarão: a identificação de uma enfermidade leonina, cujo quadro clínico sofre, infelizmente, actualização quase semanal, com consequente revisão das suas implicações e tratamento. Hoje concordamos, não apenas o João Pedro e eu, mas muitos mais, que o Sporting está muito, muito doente.A doença do Sporting não é de hoje, e certamente vários factos, decisões e hábitos comportamentais contribuíram para a infecção que lhe corrói actualmente o corpo e também a alma. Caso queiramos perder muito tempo com o passado o tema dará por certo um extenso debate, que por sua vez gerará uma infelizmente riquíssima lista de causas, momentos, pessoas e decisões que colocaram o nosso amado clube no deplorável, vergonhoso e inaceitável estado em que se encontra. Já perdi, pessoalmente, demasiado tempo nessas análises, que sendo úteis, pois apenas reconhecendo e identificando os erros do passado os podemos evitar no futuro, estou mais preocupado com a sobrevivência, porque é num estado de luta pela referida que o nosso Sporting se encontra.

Os anos vão passando. Os erros persistem, expressos ora na permanência dos decisores ora nas decisões que geram tamanha desgraçam, repetem-se, validados por uma massa associativa que não é hoje mais do que uma amostra do sentir Sporting que já protagonizou no passado. Somos hoje cada vez menos, não só os que mantemos uma relação fiel de associativismo com este clube como sobretudo os que nos preocupamos, revoltamos, reagimos, sentimos a necessidade, vontade de fazer algo. O que não falta por aí são Sportinguistas que o deixaram de ser, efectivos, militantes, apaixonados, sonhadores. Desistiram do associativismo ou mataram o sonho de a este aderirem. Censurá-los? É fácil. Mais difícil é aceitar, compreender mas não desistir de resolver as reais causas desse êxodo. O ser humano foge e evita a morte. Ninguém aprecia particularmente visitar moribundos acamados num hospital. E é disso que se trata quando mantemos hoje, alguns de nós, cada vez menos, uma relação impotente, deprimida, por vezes meio envergonhada, mas apaixonada por um Sporting que amarelece no seu leito de morte.

Alguns Leões que me lêem estarão por esta altura a concluir que sou demasiado fatalista nas palavras. Este é um dos principais motivos do estado a que chegou a nossa infecção: a incredulidade, a negação, e incapacidade de perceber, apesar dos factos, o estado a que chegou a nossa doença. Os momentos de regeneração vão passando, o vírus instalado em Alvalade permanece, incapaz que é de reconhecer a sua própria acção destrutiva, sancionado por uma nação leonina adormecida que parece ter esquecido, por falta de exemplo vivo mas não por ausência de comparativo, o que faz um clube de sucesso capaz de honrar a sua história e fazer sorrir os seus sócios e adeptos. A infecção vai assim corroendo um Sporting débil, enfraquecido, um "cidadão" cuja família chora, incapaz de agir sobre os motivos que lhe vão arrancando os últimos sopros de vida. O ser humano é também ele pródigo em acreditar que certos acontecimentos extremamente infelizes apenas acontecem aos outros. E assim vamos prosseguindo, acreditando que a vulgarização, dissolução ou falência de clubes europeus que outrora foram grandes são histórias que nunca sucederão ao Sporting.

Termino partilhando convosco um exemplo de como é por vezes, nas pequenas coisas que percebemos o que nos faz falta. Na segunda-feira, véspera da vergonha que todos testemunhámos ,dirigi-me a um cinema e vi o filme Invictus. Tendo em conta o contexto do filme rapidamente estabeleci paralelismos entre o nosso Sporting e aquela África do Sul, equipa e nação, vivendo um momento de humilhação, risco e desafio que apenas a inspiração incomparável permitia (e permitiu) ultrapassar e converter em sucesso. Também ali havia doença, divisão, cisma, culpados, derrota e possibilidade desta crescer. À medida que consumi o filme e a sua história verídica, mesmo que dramatizada nos pequenos pormenores, identifiquei duas riquezas fundamentais, das quais a África do Sul felizmente usufruiu, das quais o Sporting carece há tantos anos e sem as quais se torna impossível estancar uma doença com este quadro clínico. A África do Sul tinha, naquele momento dois líderes dignos da adjectivação. Um na tribuna outro no balneário. No dia em que o Sporting tiver um líder na tribuna e outro no balneário, dignos da adjectivação, iniciámos a reconquista dos nossos valores. Oxalá a família Sportinguista abandone o seu estertor e decida rapidamente encontrá-los. A bem do fim da doença leonina. A bem do Sporting.

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Missing in action?

"José Eduardo Bettencourt não esteve presente ontem à noite no Estádio do Dragão, ao contrário do que era de prever. Segundo informação oficial, a indisponibilidade para assistir ao encontro deveu-se a "motivos pessoais".

in Record, 03.02.2010, pág. 21

Depois de uma derrota histórica (mais uma, desta vez a pior em mais de 70 anos!) e perante uma massa associativa cada vez menos paciente, cabe a José Eduardo Bettencourt dar a cara pela equipa (ontem, esse papel foi confiado - e bem - a Salema Garção...) e pelas suas opções. Entre as contratações falhadas de início de temporada, as suas opções aquando das contratações (caras) do defeso, as variações de estado do relvado do novíssimo estádio e as oscilações de alma que se traduziram nas saídas de Miguel Ribeiro Teles, Paulo Bento, Pedro Barbosa e Ricardo Sá Pinto (todos escolhas suas, cada uma destas pelos seus motivos), não faltarão motivos de conversa.