Sem tibiezas nem comentários, citamos as últimas declarações de Luís Duque.
"O problema do Sporting é a incompetência, e nada leva a crer que a incompetência tenha mudado. Já o disse em Outubro: estamos perto de assistir a uma total falência daquilo que foi feito no início da época, o que é mau. O que é mau em Outubro, é mau agora. A questão é saber se o Sporting não estará muito pior no final da época do que está agora"
"O mercado de Janeiro é um mercado para retocar o plantel e colmatar uma lesão inesperada, mas para fazer uma revolução, e tendo em conta que quem dirige o clube já o dirigia em Outubro, só pode significar a falência daquilo que foi feito no início da época"
"Lembro-me dos tempos em que fui acusado de despesismo, mas o meu despesismo deu um campeonato ao Sporting e condições para um segundo campeonato, do qual veio um retorno do investimento."
Podem ler na íntegra em O Jogo: http://www.ojogo.pt/25-314/artigo840319.asp
Blogue do MOVIMENTO CENTÚRIA LEONINA. Na defesa do nosso e sempre eterno SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, honrando a sua grandeza e em obediência às raízes, vocação e ambições históricas do mesmo, TODOS, continuaremos a lutar pelo sonho dos fundadores e para que se cumpra o nosso lema – Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. Contacte-nos via e-mail em centurialeonina.ce@gmail.com - VIVA O SPORTING!
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Refundar o Sporting Clube de Portugal
Quando há uns anos lançamos o blogue, fizémo-lo sob o signo "Repensar o Sporting Clube de Portugal em ano de Centenário", mesmo se em antecipação.
Hoje, cientes de que a simples regeneração é insuficiente e de que um profundo reformismo resulta necessário, quando pensamos e falamos o Sporting Clube de Portugal temos por mote a "refundação" do que o esforço de muitos soube construir a partir da grandeza da ideia dos Fundadores.
Estamos ainda em 2009, brevemente em 2010. Como um bom Amigo e distinto Centurião hoje escreveu "É a altura de reservarmos uns minutos para pensarmos no ano seguinte. E também na próxima década."
Façam disso Vosso ensejo. Todos, somos poucos para o Sporting que pretendemos projectar no Futuro. Creio que o post que antecede o presente pode ser um bom mote para um percurso que, com muito de individual, temos trilhado juntos ao longo destes anos.
Fazemos votos de que 2010 seja um ano leonino, pleno de vitórias, coesão interna e projecção externa.O Futuro é nosso, porque o "Sporting vive, a Lenda continua".
Hoje, cientes de que a simples regeneração é insuficiente e de que um profundo reformismo resulta necessário, quando pensamos e falamos o Sporting Clube de Portugal temos por mote a "refundação" do que o esforço de muitos soube construir a partir da grandeza da ideia dos Fundadores.
Estamos ainda em 2009, brevemente em 2010. Como um bom Amigo e distinto Centurião hoje escreveu "É a altura de reservarmos uns minutos para pensarmos no ano seguinte. E também na próxima década."
Façam disso Vosso ensejo. Todos, somos poucos para o Sporting que pretendemos projectar no Futuro. Creio que o post que antecede o presente pode ser um bom mote para um percurso que, com muito de individual, temos trilhado juntos ao longo destes anos.
Fazemos votos de que 2010 seja um ano leonino, pleno de vitórias, coesão interna e projecção externa.O Futuro é nosso, porque o "Sporting vive, a Lenda continua".
quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Primavera Marcelista
(Timing)
O desaire não é de hoje nem se produziu exclusivamente nesta época. Tem origens mais profundas. Algures no tempo, um projecto que foi apresentado com base num modelo teoricamente viável, em que a criação de uma estrutura societária especializada e a rentabilização de activos levaria à sustentabilidade, falhou.
Passo a resumir o projecto, com algum simplismo:
1 - O Sporting aliena activos imobiliários, rentabiliza outros, adquire novo património edificado (Alvalade XXI e Academia), realiza mais valias e resolve a situação de desequilíbrio estrutural nas suas contas, reduzindo o passivo para níveis normais, senão mesmo desejáveis (neste ponto, será, porventura, importante notar que a existência de passivo não é um mal em si mesmo. A dívida é mais vantajosa que o valor descontado dos capitais próprios não utilizados como investimento. Contudo, quando a dívida se acumula por indisponibilidade de capitais próprios, ditada por necessidade de fazer face a despesa corrente, e não é canalizada para investimento, aí sim está-se perante um problema).
2 - Profissionaliza-se a gestão das diversas áreas de negócio através de uma estrutura societária especializada (Grupo Sporting).
3 - Em simultâneo, prevê-se o investimento na formação, com a criação de uma Academia, capaz de produzir jogadores que alimentem os diversos escalões e equipa sénior. Destes, parte será posteriormente “rentabilizada” através da negociação dos respectivos “direitos desportivos”.
Este seria, descrito de forma simplista, o projecto Roquette, tal como concebido.
Contudo, constata-se que:
- O passivo aumentou da pior forma possível, o que conduziu a um desequilíbrio económico estrutural;
- O Sporting, sucessivamente, não ganha. Como tal, perde receitas (direitos televisivos, merchandising, marketing, receitas de bilheteira e quotização, receitas provenientes da transferência de jogadores);
- Como não tem receitas, não tem capacidade para investir em “plantéis” melhores, pelo que a qualidade vai regredindo e chegamos ao ponto em que estamos;
- A estrutura societária não funciona e não acrescenta qualquer eficiência económica (passe a redundância). Pelo contrário.
Aqui chegados, mais do que meramente vociferar, importa reagir, começando por dois exercícios de análise:
A- Perceber o que falhou e, acima de tudo, porque falhou;
B - Corrigir o erro com a maior urgência possível.
Quanto à primeira questão, as respostas à mesma são importantes por dois motivos:
(a) Identificação dos erros para posterior correcção;
(b) Apuramento de responsabilidades para que: (i) se acabe com a presunção (inconsequente) de culpa das pessoas ligadas nos últimos anos à gestão do Sporting; (ii) ou para que se responsabilizem as mesmas, caso tal se justifique em conformidade com as regras de boas práticas de gestão.
Verifica-se que o timing das actuais contratações assenta numa resposta agressiva ao desaire. É urgente voltar a colocar o Sporting, pelo menos, nos três primeiros. Meia época, ainda assim, é muito tempo e a expressão visível do desaire ameaçava ser a maior dos últimos anos, com consequências bem mais nefastas que o mero afastamento das competições Europeias. Deste modo, era importante reforçar já.
(Estratégia)
No que respeita à correcção do erro, a mesma passa pela implementação de uma estratégia, necessariamente, diferente da anterior, que não pode deixar de ter em conta as respostas às questões: (i) o que falhou e (ii) porque falhou. Creio que o pior que podemos fazer será atacar o projecto Roquette em si mesmo e ficarmo-nos por aí. A ideia não era absurda. Absurda foi a sua implementação.
As actuais contratações denotam uma estratégia que pode resultar de: (i) tentativa de sanação de erros passados, alicerçada numa identificação exaustiva das suas causas; (ii) tentativa de sanação de erros passados, sem identificação das causas; (iii) tentativa de correcção conjuntural, sem sanação de erros passados. No primeiro caso, o timing será o correcto. Nos outros dois, não existirá timing; estar-se-á somente a atirar dinheiro para cima de um problema, que aumenta a cada dia que passa.
Em boa verdade, desconheço qual das situações corresponderá à verdade do que se passa, neste momento, no Sporting. O irónico da questão é que o que resta do projecto Roquette dependa agora da bola que entra (do desempenho desportivo de João Pereira, Pongolle e do resto da equipa).
A responsabilidade do desaire do projecto é da Presidência de José Eduardo Bettencourt? Seguramente que não. Não seria honesto afirmá-lo. O que será responsabilidade de José Eduardo Bettencourt será a resposta ao desaire. Queira-o ou não, porque decidiu avançar, é o próprio José Eduardo Bettencourt quem hoje está em cheque, e José Eduardo Bettencourt, que é um homem superiormente inteligente, percebeu-o e está a reagir.
Nesta matéria, José Eduardo Bettencourt está, ressalvadas as evidentes e necessárias diferenças, em posição semelhante àquela em que o Professor Marcelo Caetano se encontrava em finais dos anos sessenta. Será José Eduardo Bettencourt capaz de diagnosticar os problemas, corrigi-los e reformar o Sporting antes que o tempo o alcance? Mais do que isso, terá disposição para o fazer? Pelo Sporting, espero que sim.
O desaire não é de hoje nem se produziu exclusivamente nesta época. Tem origens mais profundas. Algures no tempo, um projecto que foi apresentado com base num modelo teoricamente viável, em que a criação de uma estrutura societária especializada e a rentabilização de activos levaria à sustentabilidade, falhou.
Passo a resumir o projecto, com algum simplismo:
1 - O Sporting aliena activos imobiliários, rentabiliza outros, adquire novo património edificado (Alvalade XXI e Academia), realiza mais valias e resolve a situação de desequilíbrio estrutural nas suas contas, reduzindo o passivo para níveis normais, senão mesmo desejáveis (neste ponto, será, porventura, importante notar que a existência de passivo não é um mal em si mesmo. A dívida é mais vantajosa que o valor descontado dos capitais próprios não utilizados como investimento. Contudo, quando a dívida se acumula por indisponibilidade de capitais próprios, ditada por necessidade de fazer face a despesa corrente, e não é canalizada para investimento, aí sim está-se perante um problema).
2 - Profissionaliza-se a gestão das diversas áreas de negócio através de uma estrutura societária especializada (Grupo Sporting).
3 - Em simultâneo, prevê-se o investimento na formação, com a criação de uma Academia, capaz de produzir jogadores que alimentem os diversos escalões e equipa sénior. Destes, parte será posteriormente “rentabilizada” através da negociação dos respectivos “direitos desportivos”.
Este seria, descrito de forma simplista, o projecto Roquette, tal como concebido.
Contudo, constata-se que:
- O passivo aumentou da pior forma possível, o que conduziu a um desequilíbrio económico estrutural;
- O Sporting, sucessivamente, não ganha. Como tal, perde receitas (direitos televisivos, merchandising, marketing, receitas de bilheteira e quotização, receitas provenientes da transferência de jogadores);
- Como não tem receitas, não tem capacidade para investir em “plantéis” melhores, pelo que a qualidade vai regredindo e chegamos ao ponto em que estamos;
- A estrutura societária não funciona e não acrescenta qualquer eficiência económica (passe a redundância). Pelo contrário.
Aqui chegados, mais do que meramente vociferar, importa reagir, começando por dois exercícios de análise:
A- Perceber o que falhou e, acima de tudo, porque falhou;
B - Corrigir o erro com a maior urgência possível.
Quanto à primeira questão, as respostas à mesma são importantes por dois motivos:
(a) Identificação dos erros para posterior correcção;
(b) Apuramento de responsabilidades para que: (i) se acabe com a presunção (inconsequente) de culpa das pessoas ligadas nos últimos anos à gestão do Sporting; (ii) ou para que se responsabilizem as mesmas, caso tal se justifique em conformidade com as regras de boas práticas de gestão.
Verifica-se que o timing das actuais contratações assenta numa resposta agressiva ao desaire. É urgente voltar a colocar o Sporting, pelo menos, nos três primeiros. Meia época, ainda assim, é muito tempo e a expressão visível do desaire ameaçava ser a maior dos últimos anos, com consequências bem mais nefastas que o mero afastamento das competições Europeias. Deste modo, era importante reforçar já.
(Estratégia)
No que respeita à correcção do erro, a mesma passa pela implementação de uma estratégia, necessariamente, diferente da anterior, que não pode deixar de ter em conta as respostas às questões: (i) o que falhou e (ii) porque falhou. Creio que o pior que podemos fazer será atacar o projecto Roquette em si mesmo e ficarmo-nos por aí. A ideia não era absurda. Absurda foi a sua implementação.
As actuais contratações denotam uma estratégia que pode resultar de: (i) tentativa de sanação de erros passados, alicerçada numa identificação exaustiva das suas causas; (ii) tentativa de sanação de erros passados, sem identificação das causas; (iii) tentativa de correcção conjuntural, sem sanação de erros passados. No primeiro caso, o timing será o correcto. Nos outros dois, não existirá timing; estar-se-á somente a atirar dinheiro para cima de um problema, que aumenta a cada dia que passa.
Em boa verdade, desconheço qual das situações corresponderá à verdade do que se passa, neste momento, no Sporting. O irónico da questão é que o que resta do projecto Roquette dependa agora da bola que entra (do desempenho desportivo de João Pereira, Pongolle e do resto da equipa).
A responsabilidade do desaire do projecto é da Presidência de José Eduardo Bettencourt? Seguramente que não. Não seria honesto afirmá-lo. O que será responsabilidade de José Eduardo Bettencourt será a resposta ao desaire. Queira-o ou não, porque decidiu avançar, é o próprio José Eduardo Bettencourt quem hoje está em cheque, e José Eduardo Bettencourt, que é um homem superiormente inteligente, percebeu-o e está a reagir.
Nesta matéria, José Eduardo Bettencourt está, ressalvadas as evidentes e necessárias diferenças, em posição semelhante àquela em que o Professor Marcelo Caetano se encontrava em finais dos anos sessenta. Será José Eduardo Bettencourt capaz de diagnosticar os problemas, corrigi-los e reformar o Sporting antes que o tempo o alcance? Mais do que isso, terá disposição para o fazer? Pelo Sporting, espero que sim.
E a procissão parece ir ainda no adro...
"A contratação a título definitivo de Sinama-Pongolle, por 6,5 milhões de euros, torna o atual Sporting no mais agressivo, em termos de mercado, desde a conquista do último título em 2001/02. E o valor investido, até ao momento, pela SAD só não é superior ao dessa época porque nas verbas apresentadas não estão incluídos os 1,9 milhões de euros gastos na renovação de Liedson e o milhão de euros que o internacional francês poderá receber caso atinja determinados objetivos nesta sua passagem por Lisboa."
Fonte (Record): http://www.record.pt/noticia.aspx?id=a5b26662-0678-4bfe-97da-51127a36109e&idCanal=00000024-0000-0000-0000-000000000024&h=2
Fonte (Record): http://www.record.pt/noticia.aspx?id=a5b26662-0678-4bfe-97da-51127a36109e&idCanal=00000024-0000-0000-0000-000000000024&h=2
segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
Sinama-Pongolle, citado pelo L' Équipe...
"Sa très probable arrivée au Sporting rentrerait dans un plan de carrière. «Y rester un ou deux ans pour trouver un challenge encore plus intéressant derrière»."
http://www.lequipe.fr/Football/breves2009/20091226_195651_sinama-entre-la-france-et-le-sporting.html
http://www.lequipe.fr/Football/breves2009/20091226_195651_sinama-entre-la-france-et-le-sporting.html
sábado, 26 de Dezembro de 2009
Chega Sinama-Pongolle
O Sporting chegou a acordo com o Atlético de Madrid para a cedência definitiva de Florent Sinama-Pogolle (ver aqui).
Contratações VI
Contratações 2005/2006
Tonel
Edson
Abel
Luís Loureiro
João Alves
Wender
Deivid
Caneira
Romagnoli
Koke
Tonel
Edson
Abel
Luís Loureiro
João Alves
Wender
Deivid
Caneira
Romagnoli
Koke
sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Carta Aberta a José Eduardo Bettencourt II
Exmo. Senhor Presidente do C.D. do Sporting Clube de Portugal
Há tempos publiquei, neste mesmo fórum, um texto intitulado "Carta Aberta a José Eduardo Bettencourt" em que se podia ler: "(...) as negociações levadas a cabo pelo Sporting não podem ser alvo de fugas de informação da forma que têm sido. O Sporting não pode continuar a ser a única instituição com mais fugas de informação que a Justiça (...)".
Com igual franqueza, hoje felicito-o pela forma irrepreensível como se processou a contenção de informação no processo negocial que conduziu à contratação do jogador João Pereira, assim como pela sua apresentação e familiarização imediata à Juve Leo. O Sporting Clube de Portugal é uma instituição que somente os menos atentos ousam desrespeitar -a nós sportinguistas cumpre-nos recordá-los, sempre que tal se revele necessário ou conveniente.
Parabéns pelo exemplo de saber fazer!
Viva o nosso Sporting Clube de Portugal!
BAR
Há tempos publiquei, neste mesmo fórum, um texto intitulado "Carta Aberta a José Eduardo Bettencourt" em que se podia ler: "(...) as negociações levadas a cabo pelo Sporting não podem ser alvo de fugas de informação da forma que têm sido. O Sporting não pode continuar a ser a única instituição com mais fugas de informação que a Justiça (...)".
Com igual franqueza, hoje felicito-o pela forma irrepreensível como se processou a contenção de informação no processo negocial que conduziu à contratação do jogador João Pereira, assim como pela sua apresentação e familiarização imediata à Juve Leo. O Sporting Clube de Portugal é uma instituição que somente os menos atentos ousam desrespeitar -a nós sportinguistas cumpre-nos recordá-los, sempre que tal se revele necessário ou conveniente.
Parabéns pelo exemplo de saber fazer!
Viva o nosso Sporting Clube de Portugal!
BAR
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
João Pereira no Sporting...
Segundo se lê no site da CMVM, terão sido EUR3M.
Ler aqui: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR26433.pdf
Ler aqui: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR26433.pdf
Contratações II
Contratações 2000/2001
Dimas
Phil Babb
Hugo
Bruno Caires
Rodrigo Tello
Paulo Bento
Alan Mahon
Pavel Horváth
Sá Pinto
João Pinto
Jovan Kirovski
Mario Cáceres
Fabri
Chiquinho
Dimas
Phil Babb
Hugo
Bruno Caires
Rodrigo Tello
Paulo Bento
Alan Mahon
Pavel Horváth
Sá Pinto
João Pinto
Jovan Kirovski
Mario Cáceres
Fabri
Chiquinho
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Contratações
Numa altura em que tanto se fala de contratações, em que as capas dos jornais desportivos apontam nomes de jogadores para os principais clubes portugueses, consideramos ser pertinente indicar as contratações feitas pelo Sporting Clube de Portugal ao longo desta década.
Assim, diariamente, faremos uma retrospectiva – meramente factual – sobre os nomes dos jogadores contratados pelo nosso Clube entre as épocas 1999/00 e 2009/10.
Não referiremos se os jogadores em causa vieram para o Sporting por empréstimo ou se os respectivos passes foram adquiridos.
Não referiremos os custos dos empréstimos e das aquisições, nem sequer diremos os casos em que houve mais-valia na venda subsequente. Também nos vamos abster de tecer considerações sobre a qualidade desses jogadores que, nalguns casos, era indiscutível. Tudo isso será seguramente tratado pelos nossos leitores...
Por fim, importa também referir que os jogadores provenientes das camadas jovens não foram abrangidos neste elenco. Como se costuma dizer, já eram “prata da casa.”
Recordem. Sorriam e chorem...
Contratações 1999/2000
Peter Schmeichel
César Prates
André Cruz
Robaina
Hanuch
Toñito
Ayew
De Franceschi
Mbo Mpenza
EDITADO:
Após debate, entendemos dever retirar da lista em cima Quim Berto, Viveros e Robert Spehar.
Assim, diariamente, faremos uma retrospectiva – meramente factual – sobre os nomes dos jogadores contratados pelo nosso Clube entre as épocas 1999/00 e 2009/10.
Não referiremos se os jogadores em causa vieram para o Sporting por empréstimo ou se os respectivos passes foram adquiridos.
Não referiremos os custos dos empréstimos e das aquisições, nem sequer diremos os casos em que houve mais-valia na venda subsequente. Também nos vamos abster de tecer considerações sobre a qualidade desses jogadores que, nalguns casos, era indiscutível. Tudo isso será seguramente tratado pelos nossos leitores...
Por fim, importa também referir que os jogadores provenientes das camadas jovens não foram abrangidos neste elenco. Como se costuma dizer, já eram “prata da casa.”
Recordem. Sorriam e chorem...
Contratações 1999/2000
Peter Schmeichel
César Prates
André Cruz
Robaina
Hanuch
Toñito
Ayew
De Franceschi
Mbo Mpenza
EDITADO:
Após debate, entendemos dever retirar da lista em cima Quim Berto, Viveros e Robert Spehar.
domingo, 20 de Dezembro de 2009
"Pigs in space"!
A propósito das declarações de ontem (estas) e dos resultados que hoje se verificaram só podemos concluir que a vida do Sporting anda mesmo complicada: é que falar-se em "passo em frente" quando se atinge o quinto posto pode parecer estranho se esquecermos que há não muito tempo era normal e justificável que outros mantivessem a equipa em posições bastante mais indignas...
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
TRANSPARÊNCIA
Enganam-se os que entendem que a realização de uma auditoria externa e independente às contas consolidadas do Sporting Clube de Portugal garante, por si mesma e sobretudo se realizada na óptica de gestão, maior transparência, mensurabilidade e/ou capacidade de apreciação crítica dos diferentes mandatos.
Ainda que - sem tibiezas - favorável à sua realização, parece-me que a insistência colectiva na sua necessidade encontra eventualmente mais espaldo na sua reiterada negação do que na absoluta necessidade em que a mesma conheça epílogo.
Querem transparência? Interroguem-se sobre os processos de tomada de decisão e critérios internos de distribuição de competências. Desnecessário? Alvíssaras para o primeiro que distribuir as responsabilidades pelas contratações falhadas nos últimos anos entre os vários intervenientes: treinadores, managers, directores desportivos, dirigentes...
Só assim se explicam regressos ou compreendem saídas mal explicadas.
Ainda que - sem tibiezas - favorável à sua realização, parece-me que a insistência colectiva na sua necessidade encontra eventualmente mais espaldo na sua reiterada negação do que na absoluta necessidade em que a mesma conheça epílogo.
Querem transparência? Interroguem-se sobre os processos de tomada de decisão e critérios internos de distribuição de competências. Desnecessário? Alvíssaras para o primeiro que distribuir as responsabilidades pelas contratações falhadas nos últimos anos entre os vários intervenientes: treinadores, managers, directores desportivos, dirigentes...
Só assim se explicam regressos ou compreendem saídas mal explicadas.
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
O QUE O SPORTING É, NÃO É O QUE O SPORTING DEVIA SER!
Depois de uma derrota, de mais uma derrota, desta vez em solo germânico onde na primeira metade do presente ano sofremos uma estrondosa humilhação, para a qual dizia-se, (à data), iriam ser apuradas responsabilidades, leio as seguintes declarações do actual treinador do Sporting:"Fiquei contente com a equipa, especialmente em termos de qualidade de jogo e circulação de bola. Fizemos um jogo agradável, mas acabámos penalizados numa situação em o adversário faz o golo num ressalto" - Carlos Carvalhal (Sport TV).
Depois da nossa primeira derrota em casa com a União de Leiria, o actual treinador do Sporting admitiu que existem problemas para resolver no plantel, mas destacou a "atitude e garra" demonstrada pelos jogadores do Sporting durante a segunda parte. [Qual atitude e garra? Pergunto eu].
Entretanto, na segunda metade de Dezembro, em sétimo lugar na classificação, somamos 4 vitórias após 13 jornadas do campeonato, um péssimo e invulgar registo.
Noutro âmbito, e enquanto persistem as fugas voluntárias de informação e enquanto – internamente - se mantém e premeia a incontinência verbal, manifestamente nefasta à gestão da máquina e, em concreto, do Futebol, a imprensa notifica o Sporting que “Muriqui escapou para o Atlético Mineiro”. É certo que outros “Muriquis” há que, sem qualquer tipo de hesitação, vendo o actual estado do Clube, constatando lacunas ao nível de determinadas competências e problemas estruturais que tardam em ser resolvidos, recusam e recusarão vir para o Sporting, ou, para espanto de muitos, optam por outros projectos de – aparente - menor dimensão.
Fomos campeões nacionais no longínquo ano de 2002. O segundo maior jejum da nossa História vai ganhando relevância.
O Clube está infestado de pequeninos seres cuja incompetência e inconformismo tem lesado gravemente o Sporting.
INSISTO: Quando se perde, não se pode – pelo menos no Sporting – ficar contente com nada, a não ser que não exista a real percepção – o que é grave – de se saber onde se está.
NÃO SE PODE TER ESTA ATITUDE. NÃO SE PODE TER ESTE DISCURSO. ISTO É DE QUEM TREINA EQUIPAS QUE LUTAM PARA NÃO DESCER. FALTA DIMENSÃO.
Há jogadores e treinadores que, ao longo de uma carreira, pelo que são, pelo que valem, pelo que não são e pelo que não valem – NÃO PODEM REPRESENTAR O SPORTING. NÃO TÊM DIMENSÃO, NEM QUALIDADE PARA REPRESENTAR O SPORTING.
Com efeito, depois do mau arranque da equipa liderada por Paulo Bento, o Sporting não conseguiu – como se impunha – vencer o eterno rival em Alvalade; sofreu, pela primeira vez na sua centenária história, uma derrota no seu estádio com a União de Leiria que – assumidamente – luta pela manutenção; perde com o último classificado da Bundesliga. Antes disso, conseguiu, depois de estar a perder, eliminar os Pescadores da Costa da Caparica da Taça de Portugal, conseguiu, com esforço e sem brilho, empatar no final do jogo com uma sofrível equipa holandesa e conseguiu bater o Vitória de Setúbal, o último classificado do campeonato português...
Mas pior do que a falta de qualidade, [que não é (não foi), atempadamente, diligentemente, identificada, por quem de direito] é a resignação, é o espírito acomodado, é o discurso paupérrimo desprovido de qualquer ambição, com vista a branquear um capítulo negro da nossa existência enquanto instituição.
Derrotados, pobres, humilhados, tementes, desorientados, conformados, incapazes, incompetentes... são estes os adjectivos (mais simpáticos) que os nossos rivais empregam para nos qualificar – a todos os níveis – desde o porteiro ao presidente... e, pasme-se... nada muda. Mas nada muda mesmo, pois a cosmética, não passa de cosmética.
Este estado de coma profundo em que o Sporting vive, em que nem dirigentes, nem sócios, nem adeptos reagem é absolutamente insustentável. Os Sportinguistas foram – recentemente – educados numa lógica do “possível”, catequizados no “politicamente correcto”, habituados “ao que tem de ser”, moldados na “quase vitória”. Porém, agora a situação é mais grave. O tempo das virtudes de ser “vice-campeão” já foi e hoje temos "amestrados" que anuem esta lástima, que admitem esta miserável pequenez. O Clube está doente. Há uma epidemia de conformismo que é contagiante e que se tem propagado, contaminando dirigentes, atletas, associados... não há exigência, não há responsabilidade, não há autoridade, não há respeito, não há nada. As derrotas e as reacções às derrotas são indolores e indiferentes a muitos que – conscientemente ou inconscientemente – começam, paulatinamente e de forma cada vez mais acentuada – a torcer por outros clubes, como aqueles adeptos do Braga, do Marítimo, da Académica, do Beira-Mar que elegem um favorito entre os Grandes para apoiar. A situação é grave e não há tempo para mais brincadeiras e para mais amadorismos. Nós temos uma responsabilidade HISTÓRICA de, em cada momento, saber lutar e defender o nosso Clube, o mítico Sporting. Nós e quando digo “nós”, refiro-me a todos os Sportinguistas. Não podemos confundir associados que – transitoriamente representam o Clube – com o próprio Clube que em tudo, especialmente em importância, os transcende. Hoje, é do futuro do Sporting que temos de tratar e pelo futuro do Sporting com o qual crescemos que temos de lutar. Quem, pontualmente está no Sporting, não é o Sporting. Isto tem de ser desmistificado. O Sporting não é, nem se esgota, em quem – transitoriamente, repito – o representa, seja essa representação boa ou má.
O Sporting É um Grande Clube, ou FOI um Grande Clube, pergunta-se hoje na Europa? (Importa que todos – naturalmente que os dirigentes estão abrangidos – compreendam que Portugal faz, e cada vez mais fará, parte do espaço Europeu e, como tal, exige-se visão estratégica para efeitos de projecção de marca, captação de recursos, identificação das reais fontes de receita, etc., etc.).
Quem AMA o Clube, quem quer o BEM ao Clube, quem conhece e sente a grandeza do Clube, Não pode, Não deve conformar-se com a mediocridade reinante, com a pobreza vigente, com a infelicidade em que hoje vivem milhões de Leões que VERDADEIRAMENTE têm noção, têm a exacta noção, do que é e do que devia ser o Sporting.
O QUE O SPORTING É, NÃO É O QUE O SPORTING DEVIA SER!
Cultura Sporting
"Além de reforçar é preciso aumentar a competitividade. Os jogadores precisam de sentir que têm de se esforçar mais para melhorar"
Carlos Carvalhal, citado por Record
Fonte: http://www.record.pt/noticia.aspx?id=1fd1c8f1-165c-4a9b-bac3-867051f31d96&idCanal=00000024-0000-0000-0000-000000000024&h=1
Carlos Carvalhal, citado por Record
Fonte: http://www.record.pt/noticia.aspx?id=1fd1c8f1-165c-4a9b-bac3-867051f31d96&idCanal=00000024-0000-0000-0000-000000000024&h=1
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Da culpa...
No Record de ontem lemos, na entrevista a José Eduardo Bettencourt, que:
“[R]- Sinceramente, esperava tantos problemas?
[JEB]- Falamos de todo um processo que levou a que as derrotas ou menor performance desportiva condicionassem a alegria com que se trabalha, a coordenação, o trabalho em equipa. Obviamente, isto perturba muito. O que vinha de trás, de tensão interna, fez com que, em determinada altura, me apercebesse que havia necessidade de toda a gente encontrar culpados todos os dias. Não adianta dizer quem eu acho que são ou não os culpados. Digo é que se criou um clima de andarmos sempre à procura de culpados. Isto tem sido uma constante nos últimos anos.
[R]- Os culpados por este desgaste são Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa?...
[JEB- Não. O principal culpado sou eu.” ?"
Fonte: Record, 14.12.2009
Discordando da conclusão e não imputando a responsabilidade a José Eduardo Bettencourt, não posso deixar de recordar a pergunta há um mês colocada por João Almeida Moreira:
"Com o talento que o Sporting produz - Ronaldo, Figo, Futre, mas também Quaresma, Simão, Nani, Moutinho, Veloso, Viana, Assis - e tendo em conta que vendeu a maioria e engoliu alguns a servir de bandeira dos rivais, devia estar a viver dos rendimentos até ao século XXV. Pelo contrário: está pobre e enterrado no (já) segundo maior jejum de títulos de campeão da história. Culpa de quem?"
Fonte: Jornal i, 12.11.2009, pág. 52
Agora recolocando o problema em termos mais conjunturais, como Bettencourt o fez, pretendia-se que o Sporting resolvesse definitiva e realmente os seus problemas – treinador e jogadores para algumas posições – e não que tomasse medidas populares que em nada contribuissem para o pretendido. Se em relação ao Treinador, como dizia António Magalhães (em Record de 16.11.2009, pág. 44),
“[R]- Sinceramente, esperava tantos problemas?
[JEB]- Falamos de todo um processo que levou a que as derrotas ou menor performance desportiva condicionassem a alegria com que se trabalha, a coordenação, o trabalho em equipa. Obviamente, isto perturba muito. O que vinha de trás, de tensão interna, fez com que, em determinada altura, me apercebesse que havia necessidade de toda a gente encontrar culpados todos os dias. Não adianta dizer quem eu acho que são ou não os culpados. Digo é que se criou um clima de andarmos sempre à procura de culpados. Isto tem sido uma constante nos últimos anos.
[R]- Os culpados por este desgaste são Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa?...
[JEB- Não. O principal culpado sou eu.” ?"
Fonte: Record, 14.12.2009
Discordando da conclusão e não imputando a responsabilidade a José Eduardo Bettencourt, não posso deixar de recordar a pergunta há um mês colocada por João Almeida Moreira:
"Com o talento que o Sporting produz - Ronaldo, Figo, Futre, mas também Quaresma, Simão, Nani, Moutinho, Veloso, Viana, Assis - e tendo em conta que vendeu a maioria e engoliu alguns a servir de bandeira dos rivais, devia estar a viver dos rendimentos até ao século XXV. Pelo contrário: está pobre e enterrado no (já) segundo maior jejum de títulos de campeão da história. Culpa de quem?"
Fonte: Jornal i, 12.11.2009, pág. 52
Agora recolocando o problema em termos mais conjunturais, como Bettencourt o fez, pretendia-se que o Sporting resolvesse definitiva e realmente os seus problemas – treinador e jogadores para algumas posições – e não que tomasse medidas populares que em nada contribuissem para o pretendido. Se em relação ao Treinador, como dizia António Magalhães (em Record de 16.11.2009, pág. 44),
"O que não se percebe é que tenha demorado tanto tempo a chegar um treinador que estava no mercado. Pelo caminho, num trajecto que realçou o amadorismo de uma estrutura profissional, o Sporting bateu à porta de treinadores mais experientes, alguns estrangeiros, e outros novatos que seriam uma aposta de alto risco.", em relação aos jogadores preparamo-nos agora para recorrer ao mercado a “gastar o que tiver de ser”.
Pergunto-me para quê? Para lutar pelo título? É que tudo o mais de pouco importa (em termos de retorno financeiro e de envolvimento dos adeptos)... Assim sendo, para quê?
Pergunto ainda de que nos serve ler hoje n’A Bola (e similar em O Jogo) “«Foi uma planificação tosca», disse a A BOLA fonte leonina, referindo-se à anterior estrutura do futebol, do treinador Paulo Bento aos dirigentes Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Teles.”... Será que ajuda a cumprir a saudável obcessão de todos os Sportinguistas – pacificar o clube – ou que, pelo menos, contribui para resolver algum problema?
Em suma, parece-me que é tempo de parar de falar (que não para unir), parar de gastar (o que não é o mesmo que investir com critério) e, sobretudo, de incutir um discurso de ambição e uma prática de exigência. Parece-me – também – não ser má prática avaliar honestamente e com critério a prestação de todos os que, nos últimos anos, passaram pelo Sporting. Só olhando (sem vendettas) para o passado se retiram lições para o Futuro. Pelo meio – critério fundamental para instituir uma avaliação séria – não era mau fixar os objectivos. Quais são?
Pergunto-me para quê? Para lutar pelo título? É que tudo o mais de pouco importa (em termos de retorno financeiro e de envolvimento dos adeptos)... Assim sendo, para quê?
Pergunto ainda de que nos serve ler hoje n’A Bola (e similar em O Jogo) “«Foi uma planificação tosca», disse a A BOLA fonte leonina, referindo-se à anterior estrutura do futebol, do treinador Paulo Bento aos dirigentes Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Teles.”... Será que ajuda a cumprir a saudável obcessão de todos os Sportinguistas – pacificar o clube – ou que, pelo menos, contribui para resolver algum problema?
Em suma, parece-me que é tempo de parar de falar (que não para unir), parar de gastar (o que não é o mesmo que investir com critério) e, sobretudo, de incutir um discurso de ambição e uma prática de exigência. Parece-me – também – não ser má prática avaliar honestamente e com critério a prestação de todos os que, nos últimos anos, passaram pelo Sporting. Só olhando (sem vendettas) para o passado se retiram lições para o Futuro. Pelo meio – critério fundamental para instituir uma avaliação séria – não era mau fixar os objectivos. Quais são?
Etiquetas:
Gestão de Activos,
José Eduardo Bettencourt
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Classificação
1º
Sp. Braga
2º
Benfica
3º
F.C. Porto
4º
Nacional
5º
Marítimo
6º
Rio Ave
7º
Sporting
8º
U. Leiria
9º
Naval
10º
P. Ferreira
11º
V. Guimarães
12º
Académica
13º
Leixões
14º
Belenenses
15º
Olhanense
16º
V. Setúbal
Sp. Braga
2º
Benfica
3º
F.C. Porto
4º
Nacional
5º
Marítimo
6º
Rio Ave
7º
Sporting
8º
U. Leiria
9º
Naval
10º
P. Ferreira
11º
V. Guimarães
12º
Académica
13º
Leixões
14º
Belenenses
15º
Olhanense
16º
V. Setúbal
[Em rigor, uma tabela classificativa deveria referir - relativamente a cada equipa - o número de vitórias, de empates, de derrotas, em casa e fora... deveria ainda referir o número de golos marcados e sofridos e, como não deveria deixar de ser... o número de pontos conquistados.
Mas, com tristeza, com profunda tristeza... omiti factos, como se inconscientemente pudesse apagar ou mudar a realidade, a triste realidade, a dura realidade que esta classificação espelha. E que fique claro, que esta classificação não é só um mero reflexo do que produzem aqueles que jogam todas as semanas de Leão ao peito].
sábado, 12 de Dezembro de 2009
Emendar a mão: própria ou alheia?
Li há uns tempos que Bettencourt assumia ab initio a responsabilidade pelo pelouro mais indesejado: a gestão do futebol profissional. Cabia-lhe orquestrar a equipa dirigente para que ao Sporting fosse possível contratar com critério ou, pelo menos, aconselhar-se bem para evitar o omnipresente risco de falhar em situação em que falhar já não era opção. Foi um acto de coragem.
Pelo meio, nem tudo correu bem.
Manteve-se a aposta em Paulo Bento. Quando Bettencourt assume a presidência, a opção seria, porventura, justificável (ainda que não a ideal): reinventar a roda quando o carro já circula podia provar ser mais arriscado. Contudo, insistiu-se em Paulo Bento quando os lugares cimeiros estavam afastados, a qualidade de jogo não aparecia, a empatia inexistia e o afastamento era uma realidade. Humanamente percebe-se mas, pragmaticamente, repudia-se. Como se repudiam aliás alguns actos elegíacos cuja justificação não parece óbvia...
Manteve-se Pedro Barbosa. Não sei se era a melhor opção mas seria, caso lhe tivesse sido exigido um papel mais exigente, uma opção justificável, se não justificada. Era da casa, conhecia o futebol português e as condicionantes leoninas e, devidamente orientado, podia ser uma solução (temporária ou não). Mas o seu sucesso ou insucesso derivava das suas características pessoais ou do modelo de gestão adoptado? O presente é - ainda - falho em respostas.
No mais, contratou-se. Desconhecendo-se o processo de decisão e, sobretudo, os critérios técnicos (e respectiva validação e actores), tentou-se seguramente acertar. Sei que as contratações - Angulo, Matías e Caicedo - não entusiasmaram. Mesmo Matías - ora orventura mais adaptado ao sistema de Carvalhal do que ao adoptado aquando da contratação - foi contratado (o que se desconhece) no contexto que o post infra tão bem (por remissão) descreve.
Pergunta-se agora: as saídas de Angulo (confirmada) e Caicedo (aventada), tal como a anteriormente verificada saída de Rochemback ou Romagnoli são revezes ou medidas justificadas? Parece-me a mim que, por muito que nos custe (aqui em sentido literal, financeiro), é sempre melhor emendar a mão, a quem quer que esta concretamente pertença.
Terminado do discurso autofágico e conflituoso, venha o motivador: preocupa-me o continuado afastamento entre os sócios e o futebol da equipa. Sobretudo, porque o abismo está ali tão perto...
Pelo meio, nem tudo correu bem.
Manteve-se a aposta em Paulo Bento. Quando Bettencourt assume a presidência, a opção seria, porventura, justificável (ainda que não a ideal): reinventar a roda quando o carro já circula podia provar ser mais arriscado. Contudo, insistiu-se em Paulo Bento quando os lugares cimeiros estavam afastados, a qualidade de jogo não aparecia, a empatia inexistia e o afastamento era uma realidade. Humanamente percebe-se mas, pragmaticamente, repudia-se. Como se repudiam aliás alguns actos elegíacos cuja justificação não parece óbvia...
Manteve-se Pedro Barbosa. Não sei se era a melhor opção mas seria, caso lhe tivesse sido exigido um papel mais exigente, uma opção justificável, se não justificada. Era da casa, conhecia o futebol português e as condicionantes leoninas e, devidamente orientado, podia ser uma solução (temporária ou não). Mas o seu sucesso ou insucesso derivava das suas características pessoais ou do modelo de gestão adoptado? O presente é - ainda - falho em respostas.
No mais, contratou-se. Desconhecendo-se o processo de decisão e, sobretudo, os critérios técnicos (e respectiva validação e actores), tentou-se seguramente acertar. Sei que as contratações - Angulo, Matías e Caicedo - não entusiasmaram. Mesmo Matías - ora orventura mais adaptado ao sistema de Carvalhal do que ao adoptado aquando da contratação - foi contratado (o que se desconhece) no contexto que o post infra tão bem (por remissão) descreve.
Pergunta-se agora: as saídas de Angulo (confirmada) e Caicedo (aventada), tal como a anteriormente verificada saída de Rochemback ou Romagnoli são revezes ou medidas justificadas? Parece-me a mim que, por muito que nos custe (aqui em sentido literal, financeiro), é sempre melhor emendar a mão, a quem quer que esta concretamente pertença.
Terminado do discurso autofágico e conflituoso, venha o motivador: preocupa-me o continuado afastamento entre os sócios e o futebol da equipa. Sobretudo, porque o abismo está ali tão perto...
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Leitura obrigatória
Momentos há em que o silêncio é a forma de expressão mais adequada. Para se perceber o que é a gestão de activos no Sporting, simplesmente, recomenda-se esta leitura. Em silêncio, por favor.
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Só em golos...150
Liedson atingiu na última partida a marca dos 150 golos ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Facto muito relevante.Em todo o caso, pelo que joga, pelo que ataca, pelo que defende, pelo que faz jogar e, acima de tudo, pela entrega em cada lance, Liedson vale mais, vale muito mais do que os golos que marca.
Pequena revolução em perspectiva?
Carlos Carvalhal, quando chegou, disse que iria fazer a sua avaliação do plantel, e dentro das capacidades e disponibilidades do Sporting, propor eventuais alterações.
Assim, assistiu-se à partida de Angulo, sendo agora referenciada com alguma insistência a possibilidade de Caicedo também ter perdido espaço dentro do plantel. Entretanto, depois da promoção de Rabiu Ibrahim (pelo menos aos treinos diários com o grupo profissional), é agora dada a oportunidade a Wilson Eduardo e William Owuso para se mostrarem.
Entretanto, Mexer aguarda instruções para viajar para Portugal e tentar convencer a equipa técnica de que tem valor para jogar no Sporting.
Assim, assistiu-se à partida de Angulo, sendo agora referenciada com alguma insistência a possibilidade de Caicedo também ter perdido espaço dentro do plantel. Entretanto, depois da promoção de Rabiu Ibrahim (pelo menos aos treinos diários com o grupo profissional), é agora dada a oportunidade a Wilson Eduardo e William Owuso para se mostrarem.
Entretanto, Mexer aguarda instruções para viajar para Portugal e tentar convencer a equipa técnica de que tem valor para jogar no Sporting.
Etiquetas:
Carvalhal,
Felipe Caicedo,
Mexer,
Rabiu Ibrahim,
William Owuso,
Wilson Eduardo
domingo, 6 de Dezembro de 2009
Curtas
Turbulência desnecessária
As declarações de Liedson são tão surpreendentes quanto inoportunas. Carvalhal apela à união da equipa. Liedson responde de forma a isolar-se. Há contudo quem queira fazer disto um problema muito mais profundo que apenas a táctica, pondo em causa o próprio treinador, o balneário e as mudanças recentes. Tendo em conta quem o escreve, devemos acreditar ou ficar preocupados? (ver aqui).
Desfecho previsível
Angulo regressou à origem. Tratava-se de facto de um caso ímpar de desadequação, falta de integração e de rendimento. A rescisão amigável deverá implicar a ausência de custos, o que não deixa de ser uma boa medida, atendendo ao cúmulo salarial que iria verificar-se até ao final da temporada. Um pequeno erro de casting que assim se corrige. (ver aqui).
Desfechos imprevisíveis
O Sporting procura reforçar-se com valores jovens, baratos, mas de valia ainda desconhecida. Mexer e Benatia estão em "banho maria". Valerão a espera? (ver aqui).
Encontros indesejados
Manuel Fernandes defronta amanhã o seu Sporting. Naturalmente, profissional como é, já afirmou que só pensa na vitória. Compreendo que tenha que o dizer. Mas eu bem vi como ele sofria na passada 5ª feira durante o jogo da Liga Europa, quando no recato de um camarote, fazia as observações necessárias para a preparação do jogo de amanhã. (ver aqui).
As declarações de Liedson são tão surpreendentes quanto inoportunas. Carvalhal apela à união da equipa. Liedson responde de forma a isolar-se. Há contudo quem queira fazer disto um problema muito mais profundo que apenas a táctica, pondo em causa o próprio treinador, o balneário e as mudanças recentes. Tendo em conta quem o escreve, devemos acreditar ou ficar preocupados? (ver aqui).
Desfecho previsível
Angulo regressou à origem. Tratava-se de facto de um caso ímpar de desadequação, falta de integração e de rendimento. A rescisão amigável deverá implicar a ausência de custos, o que não deixa de ser uma boa medida, atendendo ao cúmulo salarial que iria verificar-se até ao final da temporada. Um pequeno erro de casting que assim se corrige. (ver aqui).
Desfechos imprevisíveis
O Sporting procura reforçar-se com valores jovens, baratos, mas de valia ainda desconhecida. Mexer e Benatia estão em "banho maria". Valerão a espera? (ver aqui).
Encontros indesejados
Manuel Fernandes defronta amanhã o seu Sporting. Naturalmente, profissional como é, já afirmou que só pensa na vitória. Compreendo que tenha que o dizer. Mas eu bem vi como ele sofria na passada 5ª feira durante o jogo da Liga Europa, quando no recato de um camarote, fazia as observações necessárias para a preparação do jogo de amanhã. (ver aqui).
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Objectivo atingido
O apuramento para a próxima fase da Liga Europa em 1º lugar do grupo foi ontem atingido com o empate com a equipa do Heerenveen. Estranhamente, na 1ª parte do jogo a equipa mostrou-nos um doloroso regresso ao passado recente. Felizmente, na 2ª parte apareceu com outra dinâmica e outra vontade, e pese embora o golo do adversário, soube reagir e procurar outro resultado.
Pela positiva, o regresso de Izmailov, que confere a toda a equipa outra agressividade, dinâmca e capacidade de movimentação. Pela negativa, as declarações no final de Liedson (ver aqui). O que se passará?
Pela positiva, o regresso de Izmailov, que confere a toda a equipa outra agressividade, dinâmca e capacidade de movimentação. Pela negativa, as declarações no final de Liedson (ver aqui). O que se passará?
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Termina em "ic"? Convocado!
Saiu a lista de convocados para o jogo com o Herenveen: Rui Patrício e Stoijkovic; Pedro Silva, Tonel, Carriço, Polga, Caneira e Grimi; Adrien, Miguel Veloso, Izmailov, Pereirinha, João Moutinho e Matías Fernández; Liedson, Postiga, Saleiro e Caicedo.
Qual é o Vosso onze?
Qual é o Vosso onze?
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Rabiu Ibrahim
Rabiu Ibrahim foi chamado a treinar com o plantel sénior, para poder ser adequadamente observado pelo treinador. Espera-se que esta chamada corresponda a uma oportunidade efectiva para que este demonstre o seu valor e a sua utilidade.
Para um jogador que é presença assídua na sua selecção, campeão mundial de Sub-17 e com lugar garantido na próxima CAN, não deixam de ser preocupantes as notícias de que está em fim de contrato e com pouca vontade de renovar. Afinal, custou "apenas" 800 mil euros ainda juvenil.
A ver vamos se não é mais um exemplo paradigmático do que tem sido a gestão de activos no Sporting no passado recente.
Para um jogador que é presença assídua na sua selecção, campeão mundial de Sub-17 e com lugar garantido na próxima CAN, não deixam de ser preocupantes as notícias de que está em fim de contrato e com pouca vontade de renovar. Afinal, custou "apenas" 800 mil euros ainda juvenil.
A ver vamos se não é mais um exemplo paradigmático do que tem sido a gestão de activos no Sporting no passado recente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Centuriões
- A Centúria Leonina convida..
- Pedro Cunha Ferreira
- Nuno Sousa Moniz
- Tiago Fernandes
- Bruno Azevedo Rodrigues
- Nuno Baptista Marques
- Francisco Silva Mendes
- Gonçalo Sampaio
- João Pedro Silva
- Pedro Dias Cardoso
- André Tavares Lourenço
- Nuno Moraes Bastos
- CL - Comissão de Estratégia
- João Pedro Varandas
- Paulo Jorge Assunção
- Jorge Silva Martins
Links Leoninos
Outras cruzadas
Arquivo
Pesquisa rápida
- A REDE (1)
- AAS (1)
- Academia (1)
- AG (1)
- Andebol (1)
- Angulo (1)
- Arnautovic (1)
- Assembleia-geral (1)
- Atletismo (3)
- Belenenses (1)
- Benatia (1)
- Bettencourt (5)
- Caneira (1)
- Carlos Carvalhal (5)
- Carlos Queiroz (1)
- Carvalhal (4)
- Carvalhal; Sá Pinto; (1)
- Centúria Leonina (1)
- Champions League (3)
- CNN (1)
- Comunicação (1)
- Contratações (7)
- Cristiano Ronaldo (1)
- Derby (1)
- Dias Ferreira (1)
- Diz-se por aí... (1)
- Enakarhire (1)
- escutas (1)
- Federação Portuguesa de Futebol (1)
- Felipe Caicedo (4)
- Feynoord (1)
- Futebol (2)
- Futsal (1)
- Gestão de Activos (12)
- Gestão de Activos; Bettencourt (1)
- Inter (1)
- Izmailov (3)
- Jogo de Apresentação (1)
- José Eduardo Bettencourt (18)
- Júniores (1)
- Liedson (9)
- Liga dos Campeões (6)
- Liga Europa (6)
- Liga Sagres (7)
- LPFP (1)
- Luís Duque (1)
- Manuel Fernandes (1)
- Matias Fernandez (1)
- Mexer (2)
- Miguel Ribeiro Telles (1)
- Modalidades (1)
- Mourinho (1)
- Moutinho (1)
- Naide Gomes (1)
- Natação (1)
- O Palhaço (1)
- Orçamento (1)
- Passivo (1)
- Patrícia Lopes (2)
- Patrício (1)
- Paulo Bento (15)
- Pedro Barbosa (2)
- Pedro Mendes (1)
- Pereirinha (1)
- Pinto da Costa (1)
- Plano de Sustentabilidade Financeira (2)
- Polga (2)
- Política Comercial (1)
- Postiga (1)
- Pré-temporada (1)
- Rabiu Ibrahim (2)
- Reestruturação Financeira (5)
- Relatório e Contas (1)
- Resultados (1)
- Rogério Alves (1)
- Ruben Micael; Pedro Mendes; Gestão de Activos (1)
- SAD (1)
- Sinama-Pongolle (3)
- Steve McLaren (1)
- Sá Pinto (1)
- Sócios (1)
- Taça da Liga (3)
- Taça de Portugal (2)
- Tiui (1)
- Tonel (1)
- Twente (2)
- Ténis de Mesa (1)
- Vukcevic (1)
- Vítor Damas (2)
- William Owuso (1)
- Wilson Eduardo (1)