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quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

A Doença Leonina

Convidado pelo João Pedro a escrever neste espaço, que como Sportinguista militante acompanhava, decidi aceitar. Tencionava iniciar a minha participação escrita neste espaço com uma apresentação, mas o momento não é para pompa. A família leonina está em choque (pelo menos os seus elementos que ainda sofrem pelo nosso Sporting) e parte dela genuinamente revoltada, grupo no qual me incluo. Avanço assim para o que interessa.

O João Pedro e eu tivemos, ao longo do tempo, pontos de vista divergentes sobre o futuro do clube, sobretudo no método a seguir rumo a um objectivo semelhante, e opiniões concordantes, na identificação de algo que penso hoje aproximar Sportinguistas que nos últimos anos pareceram mais distantes do que hoje certamente estarão: a identificação de uma enfermidade leonina, cujo quadro clínico sofre, infelizmente, actualização quase semanal, com consequente revisão das suas implicações e tratamento. Hoje concordamos, não apenas o João Pedro e eu, mas muitos mais, que o Sporting está muito, muito doente.A doença do Sporting não é de hoje, e certamente vários factos, decisões e hábitos comportamentais contribuíram para a infecção que lhe corrói actualmente o corpo e também a alma. Caso queiramos perder muito tempo com o passado o tema dará por certo um extenso debate, que por sua vez gerará uma infelizmente riquíssima lista de causas, momentos, pessoas e decisões que colocaram o nosso amado clube no deplorável, vergonhoso e inaceitável estado em que se encontra. Já perdi, pessoalmente, demasiado tempo nessas análises, que sendo úteis, pois apenas reconhecendo e identificando os erros do passado os podemos evitar no futuro, estou mais preocupado com a sobrevivência, porque é num estado de luta pela referida que o nosso Sporting se encontra.

Os anos vão passando. Os erros persistem, expressos ora na permanência dos decisores ora nas decisões que geram tamanha desgraçam, repetem-se, validados por uma massa associativa que não é hoje mais do que uma amostra do sentir Sporting que já protagonizou no passado. Somos hoje cada vez menos, não só os que mantemos uma relação fiel de associativismo com este clube como sobretudo os que nos preocupamos, revoltamos, reagimos, sentimos a necessidade, vontade de fazer algo. O que não falta por aí são Sportinguistas que o deixaram de ser, efectivos, militantes, apaixonados, sonhadores. Desistiram do associativismo ou mataram o sonho de a este aderirem. Censurá-los? É fácil. Mais difícil é aceitar, compreender mas não desistir de resolver as reais causas desse êxodo. O ser humano foge e evita a morte. Ninguém aprecia particularmente visitar moribundos acamados num hospital. E é disso que se trata quando mantemos hoje, alguns de nós, cada vez menos, uma relação impotente, deprimida, por vezes meio envergonhada, mas apaixonada por um Sporting que amarelece no seu leito de morte.

Alguns Leões que me lêem estarão por esta altura a concluir que sou demasiado fatalista nas palavras. Este é um dos principais motivos do estado a que chegou a nossa infecção: a incredulidade, a negação, e incapacidade de perceber, apesar dos factos, o estado a que chegou a nossa doença. Os momentos de regeneração vão passando, o vírus instalado em Alvalade permanece, incapaz que é de reconhecer a sua própria acção destrutiva, sancionado por uma nação leonina adormecida que parece ter esquecido, por falta de exemplo vivo mas não por ausência de comparativo, o que faz um clube de sucesso capaz de honrar a sua história e fazer sorrir os seus sócios e adeptos. A infecção vai assim corroendo um Sporting débil, enfraquecido, um "cidadão" cuja família chora, incapaz de agir sobre os motivos que lhe vão arrancando os últimos sopros de vida. O ser humano é também ele pródigo em acreditar que certos acontecimentos extremamente infelizes apenas acontecem aos outros. E assim vamos prosseguindo, acreditando que a vulgarização, dissolução ou falência de clubes europeus que outrora foram grandes são histórias que nunca sucederão ao Sporting.

Termino partilhando convosco um exemplo de como é por vezes, nas pequenas coisas que percebemos o que nos faz falta. Na segunda-feira, véspera da vergonha que todos testemunhámos ,dirigi-me a um cinema e vi o filme Invictus. Tendo em conta o contexto do filme rapidamente estabeleci paralelismos entre o nosso Sporting e aquela África do Sul, equipa e nação, vivendo um momento de humilhação, risco e desafio que apenas a inspiração incomparável permitia (e permitiu) ultrapassar e converter em sucesso. Também ali havia doença, divisão, cisma, culpados, derrota e possibilidade desta crescer. À medida que consumi o filme e a sua história verídica, mesmo que dramatizada nos pequenos pormenores, identifiquei duas riquezas fundamentais, das quais a África do Sul felizmente usufruiu, das quais o Sporting carece há tantos anos e sem as quais se torna impossível estancar uma doença com este quadro clínico. A África do Sul tinha, naquele momento dois líderes dignos da adjectivação. Um na tribuna outro no balneário. No dia em que o Sporting tiver um líder na tribuna e outro no balneário, dignos da adjectivação, iniciámos a reconquista dos nossos valores. Oxalá a família Sportinguista abandone o seu estertor e decida rapidamente encontrá-los. A bem do fim da doença leonina. A bem do Sporting.

30 comentários:

indivíduo que salta, ri e toca maracas disse...

Accionista da Independente e empresário espanhol detidos

Amadeu Lima de Carvalho e um empresário espanhol foram detidos numa instituição bancária com um cheque falso de 25 milhões de euros.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1485789

Cumprimentos a todos e não se esqueçam de fazer sempre compras no Lidl.

Francisco Leitão disse...

Mesmo do estrangeiro - quem sabe se via Twitter - JEB conseguiu fechar este importante dossier:

Benfica com o dobro de adeptos em Alvalade

SPORTING VAI DAR MAIS BILHETES DO QUE AQUELES QUE A LEI ESTIPULA

O Benfica terá mais apoio em Alvalade nas meias-finais da Taça da Liga do que aquilo que está estipulado por lei, fruto de um processo negocial entre os presidentes José Eduardo Bettencourt e Luís Filipe Vieira. Um processo que, refira-se, sofreu vários avanços e recuos até ao final da tarde de ontem. Concretizando, os encarnados só poderiam receber 5 por cento da lotação do Estádio, mas vão ter direito ao dobro dessa percentagem, o que equivale a qualquer coisa como 5 mil e 200 adeptos. Isto sem contar com outros ingressos que poderão ser comprados por benfiquistas à margem deste esquema.

O acordo agora concretizado teve por base o pedido do Sporting para antecipar o encontro das meias-finais da Taça da Liga para terça-feira, invocando motivos de calendarização, nomeadamente a participação na Liga Europa. O Benfica acedeu, mas exigiu como contrapartida que lhe fossem cedidos mais bilhetes do que o equivalente a 5 por cento da lotação do Estádio, uma exigência que determinou um longo processo negocial.

(record)

A gangrena alastra.

Relva disse...

Sianis da doença são as escolhas dos jogadores, o resto pouco interessa, porque quando se ganha tudo passa.
Varela será pior que pongole? Moutinho que ruben michael?
Hugo Viana que Veloso? Escolhas, simples escolhas, depois há outros factores, mas sem matéria prima o produto não pode ser bom.
Regresso urgente é o mais importante que qualquer presidente ou jogador é a do Carlos Freitas, lembrem-se que o moises ou o mossoró por ex eram para vir para o sporting, que algum risco ao meio não quis. saudações.

Francisco Leitão disse...

Em 2006 o Moisés assinou com o Sporting e chegou a fazer parte da pré-época. Havia contudo um problemazito: trazia com ele uma suspensão de alguns meses aplicada pela FIFA.

O tal Freitas desculpou-se da gaffe alegando que não pedia o "registo criminal" (sic) dos jogadores que contratava.

Não veio Moisés nem Mossoró, mas vieram Koke, Farnerud, Bueno, Tiui e outros bons valores. De facto tenho saudades.

Leão de Alvalade disse...

E quanto tempo vai ser necessário até que os ditos cujos se sentem na tribuna e joguem no relvado?...

Pedro Cunha Ferreira disse...

@ Relva

Discordo de que a questão num clube de futebol se limite a jogadores. Os jogadores, a sua qualidade e/ou a sua postura moral e profissional dependem aliás muito mais de quem os dirige do que o contrário. É quem dirige que planifica. É quem dirige que escolhe. É quem dirige que define o exemplo. O comportamento dos plantéis leoninos nos últimos anos apresentam todos os sintomas paralelos à estrutura que os escolhe e dirige: Medo. Laxismo. Falta de profissionalismo. Falta de brio. Facilitismo. Filosofia do Desenrrascanço. Falta de cultura de exigência. Conformismo com objectivos menores. Desculpabilização do contexto assente apenas em factores externos. Os jogadores do Sporting são tudo isto hoje em dia. E são-no na exacta medida em que quem os dirige também o é.

Neste contexto é possível apesar de tudo conquistar provas em que a regularidade não é fundamental (taças) e, ainda mais episodicamente títulos, quando com 2,3 figuras (Jardéis) e/ou um contexto favorável se quebra a regra. Mas sem estrutura, profissionalismo, exemplo,essas conquistas são episódicas porque não decorrem de trabalho estruturado mas sobretudo de... sorte. Veja-se o que sucedeu ao Sporting nas épocas imediatamente a seguir aos títulos.

No dia em que tiveres dirigentes que comopreendam o fenómeno que dirigem e o enfrentem com profissionalismo, humildade e abnegação, provavelmente terás melhores jogadores, mais esforçados, plantéis mais robustos e rentáveis e talvez títulos. Esperar o contrário é reincidir no erro de sempre.

King Lion disse...

Pedro Cunha Ferreira

Eu tenho 42 anos de idade e depois de tantas "tareias" que o Sporting já levou posso-lhe dizer que ao ouvir na terça-feira os olés dos adeptos do Porto quase que me vieram as lágrimas aos olhos.

Estas situações acontecem porque apesar de haver coisas mais importantes na nossa vida o clube mexe com o nosso orgulho.

Mas o orgulho dos adeptos do Sporting tem sido ferido pela incompetencia dos nossos dirigentes e pela falta de qualidade das equipas que tem apresentado.

O tempo é de mudança para todos pois só assim é possivel inverter o rumo dos acontecimentos.

Isso começa pelo JEB pois um presidente não pode ir de férias em momentos importantes para o clube.Eleições antecipadas é um cenário que começa a ganhar força.

Por fim quero falar dos "artistas" que temos que para além de alguns não terem qualidade para jogarem no Sporting tem falta de atitude.

A esses peço que os adeptos no Sábado não os deixem respirar,eles tem de sentir na pele aquilo que nós sentimos,por isso é preciso pô-los na ordem.

João Pedro Silva disse...

Pedro:

Bem vindo ao espaço, e parabéns pela análise.

Tal como tu, também concordo que o problema vai muito para além do futebol.

O futebol é apenas o resultado das más decisões e orientações que guiaram este Clube nos últimos 20 anos.

O futebol é a consequência, quando devia ser a causa.

De resto, aproveito para fazer uma declaração pública de grande significado para mim, porque marca uma viragem na minha vida. E não encontro melhor sítio para o fazer do que aqui, onde encontrei amigos para toda a vida.

Tenho lugar cativo no sector A5, aquele mesmo ao lado da escumalha. Todas as vezes que a escumalha joga em Alvalade, o meu sector é por ela invadido. Tenho que suportar o desconforto visual, auditivo, aromático e até, uma vez ou outra, físico, da presença da escumalha junto de mim, na minha própria casa.

Sempre o suportei. Porque mesmo em contextos adversos, aqueles em que a escumalha está em maior número ou vem embalada por uma equipa/classificação melhor, um verdadeiro LEÃO nada teme, olha os seus adversários nos olhos, e defende os seus até ao fim.

Hoje sou confrontado com esta notícia. Não basta ter de suportar a proximidade da escumalha. O meu próprio Clube oferece lugares do meu sector, aquele onde investi uma relação de longo prazo de centenas de Euros pagos à cabeça, para venda aos adeptos da escumalha.

Hoje, o meu Clube acaba de me dizer que não precisa da minha presença estóica para sua defesa, prefere rentabilizar os lugares vagos à minha volta com dinheiro da escumalha.

Este é o dia em que o meu Clube me diz que não precisa de mim. Como o meu lugar até já está pago, tomei a decisão, pela primeira vez na vida, de NÃO comparecer ao jogo da escumalha.

Vou para casa, e no fim, rir ou chorar, tanto faz.

MaisTaxo disse...

o lampião Afra assum cumpre os objectivos de vendas de bilhetes, pq se n tiver x bilhetes vendidos no final do ano, n recebe prémio.
O q é que isso interessa se isso for à custa de lampiões e se esse apoio se traduzir em olés e em mais uma cabazada no final do jogo?
Nada! Para a geração dirigista, taxista e chupista q vive à conta do Sporting ISSO NÃO INTERESSA NADA!

oculoverde disse...

Pedro Cunha Ferreira, não o conheço particularmente e sempre o escutei, muito inflamado, muito agastado e com pouca tranquilidade.
Esteja certo de que pertenço com orgulho ao Roquettismo que tanto despreza e tenho amigos que deram o melhor de si ao Sporting.
Mas numa coisa estamos de acordo, o Sporting está doente, está fraco e o Dr. José Eduardo Bettencourt não tem a mínima capacidade para sozinho ou rodeado dos infelizes que o acompanham, que o enganam e que lhe mentem, para cumprir os mínimos como já diz o Prof. Moniz Pereira.
Reconheço que o "Projecto", como por aqui s escreve, acabou.
São poucos os que ainda não perceberam isso, sendo que muitos dos que votaram no Dr. José Eduardo Bettencourt estão profundamente desiludidos com ele e com a maioria das deciões por si tomadas.

Pedro Cunha Ferreira disse...

@ oculoverde

Caríssimo óculo verde, penso que me estará a confundir pois nunca ninguém me viu em demonstrações públicas no que ao Sporting diz respeito inflamado ou com pouca tranquilidade. Já em privado confesso que, à imagem do que sucedeu esta terça-feira, mas também em tantos outros momentos, é mais complicado conter a revolta, mas somos todos humanos.

Obviamente deprezo hoje o Roquettismo, mas também já acreditei nele. Percebi talvez mais depressa que outros, assim como alguns o perceberam antes de mim, que mais do que a ideia o processo em si estava enfermo. Enfermo na execução, no enviezamento, no tachismo, no laxismo e na arrogância com que foi implementando, abrindo aliás caminho a histórias e momentos por explicar e esclarecer em toda a sua extensão, que apenas uma auditoria externa total e independente, pela qual tantas vezes com outros pugnei (mesmo assim com a calma e tranquilidade que imagino que por confusão não me atribui) poderá algum dia ajudar a compreender.

Quando à desilusão estamos porventura no mesmo barco pois confesso-lhe que, tendo estado na alternativa ao Dr. JEB, lhe confesso que nunca pensei, pelo contrário, que viria a liderar da forma que o fez até agora. Quis acreditar no mito criado, e que tendo vencido o homem e a filosofia que no meu entender iriam extender o que de mau tem caracterizado o Sporting, viveriamos no entanto melhor, mais bem governados, com maior noção da importância da instituição e do desafio em aberto. Como me enganei, não tanto como quem votou JEB mas ainda assim muito.

Em jeito de brincadeira lhe digo, repescando o tema da falta de tranquilidade, que penso que não só eu como a esmagadora maioria dos Sportinguistas somos, pelo contrário, tranquilos demais, há muitos anos. Se tal não fosse uma realidade, há muito que o Sporting teria vivido momentos de cisão e convulsão mais notórios, pois não identifico muitos clubes com a grandeza história que o Sporting CP carrega nos quais os seus seguidores aceitassem, de forma tão conformada, o que se tem vindo a passar neste clube na última década.

SL

Pedro Cunha Ferreira

MRG disse...

Mais uma vez a musa de cabelo branco dos noventinhas dá uma lição de como abrir bem o orifício anal aos vizinhos indesejáveis que nos atacam à pedrada: dar-lhes o dobro dos bilhetes exigíveis por lei.

O meu desejo é que cada um dos noventinhas assista ao "belo espectáculo de futebol" rodeado por 10 lampiões.

Nuno Moraes Bastos disse...

Pedro,

Um excelente post que sumariaria como Camões (citando adaptadamente e de memória) já antes o fez: um rei fraco torna fraca a forte gente.

Enquanto o profissional e (adequadamente) bem remunerado Bettencourt nada diz (pelo menos de memorável, desde que nos insultou a todos com a lamentável postura aquando da saída de Paulo Bento), o Sporting afunda-se, os adeptos afastam-se e os sócios baixam os braços.

O Sporting está ligado à máquina, comandado por um conjunto de funcionários que, por mais que dedicados, carecem de orientação.

Vi mais capacidade interventiva na hora diária que Soares Franco dizia doar ao Sporting. E não nos custava o mesmo em massa salarial que um jogador de futebol mediano (o que não se pode dizer de Bettencourt)...

Falta nervo. Não vejo resultados. Está a correr tudo muito mal.

Óculo Verde,

Fiz-me sócio já tarde, a meio da faculdade (quando já tinha condições de pagar) e quando se advinhava o início do projecto Roquette.

O projecto era, em teoria, correcto. Tenho dúvidas se, na prática, foi bem interpretado.

Não temos "Roquetismo" pelo menos desde Soares Franco. Temos pessoas que inicialmente estavam ligadas ao "Roquetismo" e que hoje nos servem. Algumas delas mal.

João Pedro Silva,

Estou solidário contigo. Até no B32 se apanham ignóbeis. Há um ano tive de ser eu e um amigo a mandar sentar um desses abjectos que estava a ameaçar, na nossa casa, um sócio já sexagenário.

Não sei se irei a este jogo porque, como alguém aqui escreveu: "não lutes com um porco porque tu sujas-te e ele gosta."

João Pedro Varandas disse...

Caro Pedro,

A doença sobre a qual escreves é grave, mas pode ser tratada.
Mas como tem vindo a ser, com cada vez maior insistência, veiculado, a solução reside na massa associativa mais inquieta, mais inconformada, mais consciente, mais militante e participativa, isto é, reside naqueles que ainda se recordam do que significado do nosso lema e do peso do nome: Sporting Clube de Portugal.

André disse...

Hoje, o Bettencourt já não vale 90%dos votos. O pessoal está farto dele pq ele revelou-se um bluff e n tem andamento para ser presidente.
é melhor q se demita e depressa pq o SCP n aguenta mais incompetência.

Amadeu LC disse...

Não obstante os pequenos constrangimentos pessoais, não me quero eximir dos meus deveres associativos e juntar-me aqueles que estão ( verdadeiramente ) indignados com o actual momentum leonino.
Tenham vergonha e assumam o fracasso do vosso magistério e tenham a dignidade de apresentar a exoneração dos vossos cargos! Incompetentes!!!

Algaliado Mental disse...

MAIS ESCUTAS! DESTA VEZ ENTRE O JEB E O CC:

JEB: Sim?
CC: Presidente, está bonzinho?
JEB: Está tudo bem. O que é que queres agora? Não basta aquela merda toda que houve no Porto?(...porra, meu querido Paulinho...que saudades)
CC: Não Presidente, não é por causa disso.
JEB: Então? Espera aí um momento, Carlos. Oh garçon, traz para mim uma águinha de côco, por favô!
CC: Oh Presidente, mas o Director Desportivo, Team Manager e Director do Jornal do Sporting está lá em baixo a ver-se ao espelho e a treinar os sorrisos para as fotografias e a seguir vai à loja da Herbalife comprar umas cápsulas para ele e o Veloso emagrecerem...
JEB: Não é esse garçon, pá! É este gajo que trabalha aqui no barzinho da praia e que está aqui a dar uns toques com os meus filhos e que é mais jeitosinho que o Sinama. Espera aí um bocadinho, oh Carlos. Oh Garçon, cê não quer jogar no Sporting?
GARÇON: Num quero não Doutô, sou repositô de fruta nos tempo livri.
JEB: Hum... que maçada... Bem, mas diz lá Carlos, o que é que foi?
CC: O Presidente está cá no jogo com a Académica?
JEB: Porra! Não me largam um minuto! Chiça Penico! Não! Tenho um passeio de buggy nas dunas nesse dia!
CC: Com muita emoção ou com pouca emoção?
JEB: Com pouca emoção, porque para muita emoção existes tu! Ai meu querido Paulinho e que saudades da tua tranquilidade... pelo menos o Abel e o Polga passavam a bola 36 vezes entre eles antes de passarmos o meio-campo e embora não marcássemos muito, não levávamos cinco morteiradas da equipa B do Porto...
Mas era só isso?
CC: Não...
JEB: Então?
CC: E... com os... coisos... como é que vai ser?
JEB: Como é que vai ser o quê com quem? Porra, pá! Fala português!!!
CC: Com os... coisos...os do outro lado da segunda circular?
JEB: Como é que vai ser?
CC: Sim... é que a equipa está um bocado abalada... afectada... será que podemos fazer alguma coisa? Um dinheirinho extra...
JEB: Não pá, não há mais dinheirinho extra! Fomos quem mais gastou na Europa, temos uma estrutura profissional fabulosa, remunerada e a full time e, portanto, temos todos os meios para ganhar a aqulaquer equipa do mundo, excepto talvez... ao Braga. Além do mais, eu disse que o futuro vai ser melhor... por isso... vai ser! Nós somos o Sporting! Sporting! Sporting! Sporting! Sporting! Todos a cantar! Sporting! Sporting!
CC: Pois... mas...
JEB: Mas o quê?
CC: Mas eles estão a jogar à bola e nós ainda estamos a trabalhar as transições defesa-ataque para podermos jogar mais... e consta que eles são muitos, vêm muitos ... sabe, Presidente, quando havia os derbis insulares e quando o Beira-Mar recebia o Leiria (...)
JEB: Carlos! Carlos! Alto, pá! Isto é o Sporting, pá! Em Alvalade nós comemos os gajos! E se tiveres dúvidas, joga com 10 defesas e mete o Liedson na frente que pelo menos uma cabazada não levamos e uma batata enfiamos!
CC: Mas o Presidente vem a este não vem? Venha lá...
JEB: Vou! (Que saudades do Paulinho que era mais bruto, mais macho, assim mais cromagnon... este está sempre com medo de levar tampa...)
CC: Mas vem mesmo?
JEB: Vou pá, mas agora tenho de desligar porque vou para a minha aula de maracas à beira-mar. Tchau!
Desligou.

gavazzo disse...

Depreendo, pela manifestação de vontade de vários presentes e pela concordância que não podemos continuar como estamos que o "Continuísmo" está no príncipio do fim.
"Continuísmo" é o mecanismo sucessório, de cariz nepotista, pelo qual se pretende a manutenção do status quo, cerciando o emergir de um ideário novo.
É para mim um alívio e um sinal de esperança ler algumas pessoas que humilde e inteligentemente dão hoje a "mão à palmatória".

Caro Nuno Moraes Bastos,

Já não há "Roquetismo" desde Soares Franco. Há o seu refugo, o que é pior.

Vitor Araújo e Sousa disse...

Comunicado Oficial AAS: Assim, Não!

A Associação de Adeptos Sportinguistas demonstra a sua perplexidade quanto às notícias veículadas pela imprensa escrita durante o dia de hoje, no que à atribuição de bilhetes ao clube rival diz respeito.

Esperamos um desmentido do Sporting Clube de Portugal quanto à alegada decisão de ceder o dobro dos bilhetes legalmente estipulado aos adeptos adversários para o próximo jogo da taça da liga que oporá os dois rivais de Lisboa.

A ser verdade, não podemos deixar de relembrar os actuais dirigentes da seguintes situações:
1. Recusa de bilhetes a adeptos sportinguistas para assistirem a um jogo da fase final do campeonato nacional de andebol, no final da época passada;
2. Invasão da Academia Sporting por elementos afectos a claques benfiquistas no jogo de futebol de juniores entre as duas equipas, que decidia, em campo, o último campeão nacional do referido escalão;
3. Os danos provocados por tais adeptos em diversas viaturas no exterior da Academia;
4. As ultrajantes declarações de responsáveis benfiquistas, entre eles o seu director desportivo, recusando assumir as suas responsabilidades quanto ao sucedido.

Esperamos, caso tal notícia seja verdadeira, que tal acordo seja reajustado para aquilo que o legislador regulamentou. Não encaramos outra alternativa como minimamente aceitável!

Não podemos terminar sem antes alertar, desta vez publicamente, para a necessidade de defender a segurança e os direitos dos sócios com Lugar de Leão no sector A05 (central junto ao sector visitante) neste jogo. Estes sócios têm tanto direito em verem o jogo descansadamente no seu lugar quanto outros pelo que a habitual e indevida invasão desse sector por adeptos do
clube visitante não é (mais) admissível. Relembre‐se, a esse propósito, o valor pago pelo lugar por cada sócio bem como o valor da Gamebox anual.

A resolução deste problema torna‐se cada vez mais premente e esperamos que não se assista, um dia, a uma tragédia para tal ser definitivamente ponderado.

Senhor Presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal: É presidente do nosso clube e não de uma federação desportiva. Os sportinguistas em primeiro lugar!

Comité Executivo,
Associação de Adeptos Sportinguistas

João Pedro Varandas disse...

Caro Vitor,

Este comunicado da AAS representa na perfeição a defesa dos direitos dos associados. A Centúria Leonina em peso votou nos candidatos da AAS para o Conselho Leonino. Pelo elevado sentido de exigência, pela Cultura Sporting que defendem e porque, como nós, não temem represálias, ameaças, nem as consequências ou os juízos de censurabilidades dos acomodados pelas opiniões que emitem, repito que votava neles outra vez para o Conselho Leonino, mas ainda com maior convicção e entusiasmo.

Vitor Araújo e Sousa disse...

João Pedro,

Sabemo-lo e reconhecemo-lo

Frederico Abreu disse...

Caro Mauras,
Quem te viu e quem te vê!
A vida dá muitas voltas sendo que algumas se conseguem antecipar com bastante antecedência.
Hoje ganhei uma aposta.
Um abraço.

Pedro Cunha Ferreira disse...

Olá Fred,

Bom, não sei que aposta ganhaste, mas suspeito o que queres dizer com isso. Sempre foste pródigo em 8 ou 80 e julgamentos sumários de terceiros. Tal postura tem pontos bons e pontos maus. Termino em jeito de brincadeira, respondendo ao teu "quem te viu e quem te vê", passado um ano que consumiu muitos anos de vida a quem realmente quis lutar por evitar o que hoje se passa no Sporting, até ao fim, que quem não te vê há muito, muito tempo, sou eu.

Abraço,
PCF

Frederico Abreu disse...

Ainda estou à espera daquele almoço prometido poucos dias antes das eleições.
Cá te espero.
Abraço!

Pedro Cunha Ferreira disse...

O almoço foi mutuamente prometido. Vamos a isso, liga-me ou manda-me um mail que eu nem sei onde tu andas e siga, vamos a isso. Eu cá sou apologista disso mesmo: conversar primeiro, sentenciar depois ;)

SL, abraço

Relva disse...

Caro pedro, romantismo é linod mas na prática, vide o porto, no futebol interessa é ganhar e para isso é preciso ter bons jogadores.
Esses jogadores francisco vieram a custo zero, não se sabe que dinheiro tinha ele ao dispor, agora esqueçe-se de outros liedson, polga, na altura campeão do mundo e outros. Pelo menos não deu de graça o varela.
Quanto ao bilhetes, a hipocresia abunda, então como querem encher o estádio com os adeptos do sporting?

Pedro Cunha Ferreira disse...

@ Relva

Apesar de todos os constrangimentos, mas recordando que foram TODOS criados por esta linha de gestão, pois o Sporting quando assumiram tinha equipa, formação e património, sendo que subtrairam-lhe quase tudo e somaram apenas uma (muito importante) academia (infraestrutura), o Sporting tinha/tem todas as condições para ser muito mais competitivo.

Vemos o FC Barcelona aproveitar com excelência o produto da sua formação, adicionando-lhe (como sempre defendi) apenas jogadores que suportem e acrescentem. Não gastam por gastar. O Sporting, ao contrário dos seus rivais, já podia ter implementado este modelo há muito tempo, na devida proporção. Basta fazer a devida análise aos últimos 10 anos de investimento desnorteado, sem critério, sem rumo, sem estratégia, avaliar a despesa, o retorno desportivo e financeiro para concluir o quanto temos desperdiçado e até inviabilizado este caminho.

Por isso lhe digo: jogadores fazem falta, claro. Mas faz ainda mais falta quem:
- saiba identificar as necessidades
- os saiba escolher
- os saiba enquadrar e liderar, pois como o futebol (e não só) nos demonstra todos os dias, boa parte do nosso máximo potencial reside na nossa cabeça, na motivação

O Sporting não tem nada disto há anos, se é que alguma vez teve, no meu tempo de vida. Continuarão a vir Pinillas, Buenos, Pongolles, Caicedos, Purovics, enquanto existir crédito para isso, e os resultados não irão variar muito. Falta a base, o sustento, para tudo isso.

Portanto não se trata de romantismo Relva, o que digo ser fundamental é bastante objectivo.

SL

Miguel Alves disse...

Caro Pedro,
Gostei bastante de ler o teu post com a maior parte do qual concordo. Foi por isso que me apeteceu postar aqui um comentário, coisa que já não faço há imenso tempo.
Partilho da desilusão em relação a esta equipa directiva mas a verdade é que as alternativas que se apresentaram às eleições não eram exactamente entusiasmantes... que pena a AAS só se ter candidatado ao Conselho Leonino. Isso é que eu gostava de um dia ver a acontecer no Sporting: uma equipa de Sportinguistas anónimos, daqueles que sofrem nas bancadas, com um projecto a sério para o Sporting! Esses teriam o meu voto de caras! O problema é que estes sempre andaram (andámos) escondidos.
Mas não era só sobre desilusões que eu queria falar, mas sim sobre a referência ao rugby que fizeste no post. E vou falar com conhecimento de causa: fui jogador de rugby (para muita pena minha não no Sporting porque apesar de eclético não tinha esta modalidade) e fui durante vários anos capitão de equipa. Esta minha experiência aliada ao meu Sportinguismo, há muitos anos me fez questionar porque é que isto não acontece no Sporting. Partilho convosco uma das principais conclusões a que cheguei:
No que diz respeito à atitude em relação à liderança, o rugby e o futebol (principalmente em Portugal) estão nos antípodas. Ao passo que no rugby há uma predisposição para respeitar o líder, no futebol a predisposição é para criticar o líder. No futebol o líder é essencialmente um alvo a abater e quando assim é, é complicado andar para a frente. Muito provavelmente é por causa disto mesmo que os Sportinguistas anónimos não se chegam à frente... Não estou com isto a dizer que tenhamos que ser todos uns cordeirinhos a dizer amen a tudo o que sai da boca do líder. Digo sim que temos que estar todos a remar para o mesmo lado quando se trata de levar o Sporting para a frente e que devemos questionar as decisões do líder nas alturas certas e nos locais certos. Só assim o Clube pode andar para a frente! Viva o Sporting!
Saudações Leoninas

carola de nata disse...

Pois Miguel Alves, mas para isso é preciso haver líder, certo? E nós não o temos, nem na direcção, nem no balneário.

Miguel Alves disse...

carola,
Em relação ao balneário, esse problema não é de agora. O último Capitão a sério que o Sporting teve foi o Manel de Sarilhos. Desde aí, nunca tivemos um líder como deve ser no balneário. Desde aí, parece que o posto de capitão se limita a ir escolher campo ou bola antes do jogo começar.
Quanto à liderança na Direcção, a coisa já foi um pouco diferente. Para que não haja dúvidas, eu acho a actual direcção fraca em termos de liderança, mas no passado recente, as Direcções tiveram líderes fortes: Dias da Cunha principalmente, mas mesmo Soares Franco (num outro estilo) eram líderes fortes. E qual foi a atitude da esmagadora maioria da massa associativa em relação a eles? Crítica, crítica, crítica. Eram sempre o alvo. Ao primeiro desaire desportivo: "não prestam", "demitam-se", "chulos", etc., etc. Não é só por causa disto que estamos como estamos, mas que ajuda, ajuda.